Adesão voluntária ao fundo garantidor criado pelo Ministério da Educação precisa ser ampliada. Haddad fará reunião com faculdades

As instituições privadas de ensino que participam do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) não aderiram como o Ministério da Educação esperava ao sistema que permite a não-exigência de fiadores dos alunos . Anunciado pelo ministro Fernando Haddad no ano passado, o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc) só recebeu a adesão de 272 das 1.362 instituições participantes do Fies.

Como a adesão das faculdades é voluntária, Haddad decidiu convocar uma reunião com representantes das instituições privadas para convencê-las a participar do sistema. A exigência de fiador é considerada um dos maiores empecilhos para os universitários que precisam de financiamento para pagar um curso superior. Especialmente na faixa de renda beneficiada pela medida: estudantes com renda mensal familiar de até um salário mínimo e meio. O encontro acontecerá na próxima terça-feira, no ministério.

Para o MEC, as mantenedoras das faculdades precisam de mais informações para aderirem de vez ao processo. E é isso que Haddad pretende dar a eles nessa reunião. A instituição de ensino, para participar, precisa concordar em contribuir com 7% do valor das mensalidades para o fundo. O percentual é composto de uma parcela de recursos que não retornarão à faculdade (5%) e outra que pode vir a ser devolvida (2%), caso a inadimplência nessa instituição seja muito baixa.

Além desses valores, o fundo tem uma contribuição do Tesouro Nacional. Se os recursos arrecadados entre as instituições participantes não forem suficientes para manterem os pagamentos atrasados em dia, a União repassará verbas para o fundo. Para o ministro, as medidas são partes essenciais da reforma feita no Fies nos últimos quatro anos para garantir a ampliação do atendimento do programa.

Haddad havia anunciado a proposta de criar esse fundo em abril do ano passado, durante entrevista exclusiva concedida ao iG . As novas regras foram anunciadas em outubro de 2010.

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