Faculdade Cásper Líbero demite professor doente e alunos protestam

Professor estava licenciado das aulas por causa de um câncer, mas exercia função de assessor; em solidariedade, colega se demite

AE |

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A Faculdade Cásper Líbero, tradicional escola de comunicação em São Paulo, demitiu o professor Edson Flosi, que estava licenciado das aulas por causa de um câncer, mas exercia a função de assessor da diretoria. Em solidariedade, o professor e jornalista Caio Túlio Costa pediu demissão nesta semana e alunos fizeram protesto.

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Em e-mail para alguns alunos, Flosi disse que luta há dois anos contra uma doença grave e, mesmo doente, desempenhava a função de assessoria. "Fui demitido e a empresa não justificou a demissão. É um direito da empresa. Doença não gera estabilidade. Demitir um professor doente é legal. Pode não ser moral, mas é legal".

Flosi lecionava na Cásper havia 16 anos. Foi repórter por cerca de 30 anos, com passagens pela Folha de S. Paulo e Jornal da Tarde. No dia 13, lançou o livro Por trás da Notícia. Em solidariedade, Caio Tulio costa pediu demissão, "em caráter irrevogável".

Incapacitado de dar aulas, mas apto a prestar os serviços que vinha executando de assessoria e orientação, tanto de forma remota quanto presencial, ele foi desligado mesmo estando doente como está", disse ele, em carta. "Não me sinto bem em um ambiente que comete tal ação e cujos dirigentes concordem com ela caso tenha sido imposta por instância superior da Fundação Cásper Líbero, mantenedora da Faculdade". Caio Túlio dava aulas na Cásper desde 2003 e teve passagens pela Folha de S. Paulo e pelos portais UOL e iG .

A Faculdade Cásper Líbero defendeu, em uma curta nota, que agiu dentro da lei. "A Faculdade reconhece o mérito do trabalho desenvolvido pelo professor Edson Flosi, durante sua permanência na instituição. Seu desligamento - ocorrido meramente por razões internas - foi efetuado nos termos da lei".

A notícia, que correu pelas redes sociais causou comoção entre alunos. Na noite de sexta-feira, realizaram ato com cartazes com frases como "Vergonha, Cásper" e "Força Flosi". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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