Exemplos de estratégias para passar no vestibular

Conheça as histórias de três estudantes que podem servir de inspiração na corrida pela vaga no vestibular

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Vestibular é a conclusão de uma jornada de longo prazo. Tudo aquilo que foi aprendido durante a vida escolar será testado em uma série de provas. Por isso, a preparação para os exames exige dedicação. Dias e noites de estudo, abdicação de passeios e divertimentos fazem parte da rotina dos vestibulandos. Para servir de inspiração, o iG Educação selecionou as experiências de três estudantes que entraram de cabeça na meta de conseguir uma vaga no ensino superior. 

Exemplo internacional

ARQUIVO PESSOAL
Flávia ao lado da estátua de John Harvard, fundador da universidade, no campus onde estuda
Flávia Medina Cunha foi a única estudante brasileira a entrar no ano passado na Harvard University, uma das mais tradicionais e exigentes dos EUA. Também foi aprovada nos vestibulares da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e na Academia da Força Aérea (AFA). 

Desde a infância, a dedicação ao estudo foi grande. Em casa, sempre foi estimulada a buscar conhecimento. “Na minha família todos são bem estudiosos. Meus irmãos são da Escola Naval e ambos são muito inteligentes e aplicados no estudo. Sempre os vi como um exemplo e fonte de inspiração”. 

Flávia decidiu reforçar os esforços no ensino médio para atingir suas metas. Aluna do Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ), que ficou no 9º lugar no Enem entre as escolas públicas de todo o Brasil, complementou seus estudos no segundo ano com um curso preparatório para os vestibulares do Instituto Militar de Engenharia (IME) e para o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA). 

No terceiro ano, as aulas no CMRJ passaram a ser em dois períodos e ela dedicava ainda em torno de 3 a 4 horas por dia de estudo em casa. Como consequência, Flávia conseguiu atingir suas metas e faz hoje o primeiro ano de Economia na instituição norte-americana. 

Mais de uma opção

Começar cedo. Essa também foi a estratégia adotada por Leonardo Issa, estudante que está cursando o primeiro ano de Direito na Universidade de São Paulo (USP) e que também foi aprovado na Unesp, no vestibular 2010. 

“Meus irmãos mais velhos e meus pais sempre me disseram para eu não deixar a matéria acumular, que o melhor era ir estudando sempre para que, quando chegasse a época do vestibular, eu não precisar me matar em cima dos livros”, conta o estudante, que seguiu o conselho familiar. 

Issa diz que o terceiro ano do ensino médio foi realmente um período puxado de estudos, mas não deixou de aproveitar a vida por causa disso. “Eu sempre fui de me esforçar, mas desde o primeiro ano do ensino médio resolvi me dedicar mais. Acrescentei umas horas de estudo à minha rotina, mas não fiquei com a cabeça só nisso.” 

Segundo ele, as saídas com os amigos e os exercícios físicos continuaram fazendo parte do seu dia. “Eu jogo futebol em categoria de base e nunca deixei de praticar por causa dos estudos. No terceiro ano, acabei tento um problema físico e não pude treinar. Usei mais tempo para estudar, mas se não fosse isso eu jogaria do mesmo jeito.” 

Atrás do tempo perdido

Ser reprovado no vestibular é frustrante e ninguém quer nem pensar nessa hipótese. O estudante César Augusto dos Reis Mendes é um dos que não cogitam essa hipótese para este ano, pois acredita que já aprendeu a lição com os vestibulares que não conseguiu passar nos últimos três anos.

Cursando o ensino médio em escola estadual, Mendes fez a prova da Fuvest em 2007 para testar seus conhecimentos e viu que teria ainda de batalhar bastante para conquistar uma vaga no curso de medicina. “Eu fiz mais para saber como iria, mas sabia que não iria passar.”

Tentou novamente no ano seguinte e não passou nem mesmo para a segunda fase. Na terceira tentativa, a mesma frustração, mas percebeu que a pontuação estava ficando cada vez melhor com os esforços.

Para esse ano, Mendes promete que o resultado será diferente. “De setembro do ano passado para cá, comecei a estudar mais. Hoje passo por volta de 11 horas por dia lendo, praticando, só descanso meio período de domingo, quando saio com a minha namorada.”

Mendes faz cursinho pela manhã e à tarde estuda as matérias do dia. Até o ano passado, dividia seu tempo ainda com o trabalho, o que acabou prejudicando no vestibular. Neste ano, a dedicação ficou 100% nos livros. “Eu vi que o trabalho estava me atrapalhando e preferi parar. Não quero deixar acumular matéria e hoje só descanso quando entendo tudo. Não pretendo parar de estudar nem mesmo nas férias de julho. Vou usar esse tempo para tirar todas as dúvidas que ficarem do começo do ano.”

Os resultados já estão sendo visíveis, na opinião de Mendes. “Estou indo muito melhor nos simulados, estou entendendo até matérias em que sempre fui mal, como matemática e física. Até ajudo alguns colegas com as matérias. Se eu não conseguir passar no vestibular, pelo menos sei que estou aprendendo e que estou no caminho certo”, avalia o vestibulando.

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