Estudo sobre degelo ajuda compreender aumento do nível do mar

Um estudo sobre o avanço do degelo na Antártida e na Groenlândia, divulgado na última quarta-feira surpreendeu os cientistas. Imagens de satélite da agência espacial americana, a Nasa, revelaram que a maior perda de gelo foi consequência da aceleração do fluxo das geleiras em direção ao mar.

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O trabalho do Grupo Britânico de Pesquisas Antárticas (BAS) e da Universidade de Bristol pode ajudar nas previsões do aumento do nível dos oceanos associado às mudanças climáticas.

Estamos surpresos em ver um padrão tão forte de diminuição de espessura das placas de gelo por áreas tão grandes da costa, disse o cientista Hamish Pritchard, do BAS, que liderou o estudo.

De acordo com o trabalho, em alguns casos a evidência do degelo se estende por centenas de quilômetros. O estudo mostra que 81 das 111 geleiras com acelerado degelo na Groenlândia, têm diminuído duas vezes mais rápido do que em áreas de degelo mais lento.

Nós acreditamos que as correntes oceânicas aquecidas que atingem a costa e derretem o gelo são a causa mais provável da aceleração do fluxo das geleiras, acrescentou Pritchard. Esse tipo de derretimento do gelo é tão pouco compreendido que continua sendo a parte mais imprevisível do aumento futuro do nível do mar, concluiu o cientista.

O aumento do nível dos oceanos causado pelo extenso degelo na Antártica e na Groenlândia ameaça diretamente ilhas do Pacífico e áreas litorâneas ao redor do mundo.

Foto: Gráfico mostra a concentração da camada de gelo perene atingida em 2009. para comparação, a linha amarela mostra a média da concentração ao longo dos anos. Crédito: NOAA/NSIDC (National Snow and Ice Data Center).


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