Estudantes protestam em Brasília e são recebidos por Dilma

Manifestantes entraram no lago em frente ao Congresso Nacional; movimento reivindica mais recursos para a Educação

iG São Paulo |

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) fizeram uma manifestação na manhã desta quinta-feira em Brasília para pedir mais investimentos na Educação. À tarde, os estudantes foram recebidos pela presidenta Dilma Rousseff, para discutir as principais reivindicações do movimento estudantil: 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% do Fundo Social do pré-sal para a Educação.

“Ela [Dilma] não se comprometeu diretamente [com as reivindicações], mas se mostrou favorável à ideia de aprovar o padrão de financiamento”, disse o presidente da UNE, Augusto Chagas. “Saímos confiantes em relação ao pré-sal. Se conquistarmos isso no Congresso Nacional, acreditamos que ela não vetará”, acrescentou.

No Twitter, Chagas comentou a reunião, que teve a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad. "Saí da reunião mais confiante do compromisso da Presidenta Dilma com a Educação e com o respeito aos estudantes!", publicou o presidente da UNE.

“Vamos continuar a mobilização e fazer passeatas até o Congresso Nacional aprovar um plano nacional que contenha as reivindicações do movimento estudantil. Caso contrário, apenas em 2020 voltaremos a essa discussão sobre investimentos. E a qualidade da educação está diretamente ligada aos investimentos”, argumentou o presidente da Ubes, Yann Evanovick.

Segundo o presidente da UNE, não há como melhorar as universidades e as escolas se não houver investimento em educação. “Nós apresentamos [aos deputados] uma emenda ao PNE [Plano Nacional de Educação] para que seja destinado 10% do PIB para a educação. Os 7% que estão na proposta do governo, a presidente Dilma já se comprometeu a atingir até 2014. Na nossa opinião é possível atingir os 10% até 2020 e estamos mostrando o caminho. Voltamos a apresentar a nossa emenda que propõe destinar 50% do fundo social do pré-sal para a educação”.

O presidente da Ubes, avalia que esse é o momento certo para se discutir o percentual do PIB que deve ser aplicado em educação. “O ano de 2011 é o ano da educação. Temos a oportunidade de aprovar o Plano Nacional de Educação e garantir 10% do PIB para a educação. Há dez anos o congresso aprovou 10% para a educação e o governo vetou. O trabalhador, quando deixa de pagar uma dívida, paga mais caro. O Brasil tem uma dívida com a educação e agora tem que pagar mais caro.”

A presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra, disse que o Plano Nacional de Educação vai exigir uma ampla discussão dentro do parlamento. “A Câmara vai se debruçar sobre o debate do PNE. Ele é fruto de uma ampla discussão no país e, por isso, não pode ser aprovado a toque de caixa.”

* Com informações da Agência Brasil

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