Estudantes pedem mobilização nacional para impedir cotas de meia-entrada em eventos culturais

BRASÍLIA - Os estudantes reunidos hoje (17) na Universidade de Brasília (UnB) para o 51° Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune) rechaçaram a criação de cotas para ingressos vendidos como meia-entrada em eventos culturais. A mudança está prevista em um projeto de lei que regulamentou o uso das carteiras de estudantes e que já foi aprovado pelo Senado. O deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), relator da proposta na Câmara dos Deputados, pediu mobilização nacional dos estudantes para barrar este artigo.

Agência Brasil |

O excesso de carteirinhas falsas que circulam hoje é resultado da Medida Provisória 2208, de 2001, que tornou válida a meia-entrada com qualquer documento que comprove que a pessoa é estudante. O novo projeto determina que as carteirinhas de estudante sejam confeccionadas pela Casa da Moeda, com aval das entidades estudantis.

Para Chico Lopes, o projeto que passou com facilidade pelo Senado, com apoio da classe artística, deverá ter uma tramitação diferente na Câmara. A mobilização nesse congresso será fundamental. O projeto é importante porque é a favor da honestidade, o gargalo está no artigo que estabelece as cotas, destacou o deputado.

Alguns participantes do Conune acusaram a UNE de não ter feito a mobilização necessária para impedir a restrição ao uso da meia-entrada, limitando-se à articulação política dentro do Senado. Parte dos estudantes defendem que o projeto deve ser inteiramente barrado, outros acreditam que excluindo-se a questão das cotas, a proposta deve ser aprovada para que se crie uma nova regulamentação.

Apesar das divergências, os participantes concordam que os estudantes precisam sair às ruas para defender o direito. Muitos delegados propuseram uma jornada nacional de mobilizações nas principais cidades do país para forçar os deputados a impedirem a restrição à meia-entrada.

Alguns movimentos estudantis que participam do congresso criticaram ainda a centralização da emissão das carteiras prevista no projeto. Eles defendem que a UNE não pode ser a única responsável pela tarefa e querem ainda que a emissão das carteiras seja gratuita.

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