realizada na tarde desta sexta-feira pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) para exigir, entre outros pontos, aumento salarial para os professores da rede estadual de ensino não contou apenas com professores e funcionários de escolas. Diversos estudantes compareceram à Avenida Paulista para expressar seus pontos de vista de forma diferente e bem-humorada." / realizada na tarde desta sexta-feira pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) para exigir, entre outros pontos, aumento salarial para os professores da rede estadual de ensino não contou apenas com professores e funcionários de escolas. Diversos estudantes compareceram à Avenida Paulista para expressar seus pontos de vista de forma diferente e bem-humorada." /

Estudantes participam de maneira bem-humorada de manifestação da Apeoesp

SÃO PAULO - A manifestação http://educacao.ig.com.br/us/2010/03/12/manifestacao+de+professores+bloqueia+avenida+paulista+em+sao+paulo+9425926.htmlrealizada na tarde desta sexta-feira pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) para exigir, entre outros pontos, aumento salarial para os professores da rede estadual de ensino não contou apenas com professores e funcionários de escolas. Diversos estudantes compareceram à Avenida Paulista para expressar seus pontos de vista de forma diferente e bem-humorada.

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Em meio a uma multidão de adultos, a maioria do sexo feminino, estava um trio de rapazes carregando duas cartolinas com dizeres que não falam de aumento salarial, greve ou com a sigla de alguma entidade. Vinícius Splugues, Evander Donadio e Matheus Giudice, alunos do terceiro ano do ensino médio da E.E.Nossa Senhora da Penha, da zona Norte da capital paulista, estavam na manifestação para apoiar a iniciativa dos professores, mas também para que ela acabe rapidamente.

Os três amigos não são filhos de professores e dizem que não foram influenciados por nenhum docente da escola. Nós pesquisamos, vimos as reclamações dos professores, o que o governo está falando e decidimos colaborar com os professores, explica Evander Donadio.

Carolina Rocha

Matheus, Evander e Vinícius durante a manifestação

Eles criaram uma comunidade no Orkut para  manifestar suas opiniões e já têm 76 adeptos. Nós queremos que a greve acabe logo, que os professores sejam atendidos, porque tem o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no final do ano, o vestibular, e a gente não pode ficar sem aula, diz Matheu Giudice.

Outro adolescente que foi por conta própria para a Avenida Paulista foi Carlos César Gomes Oliveira, que adotou uma maneira curiosa para protestar: ele carregava uma cartolina com os dizeres Minha mãe é professora. Está tonta e louca. Minha mãe é professora de História e está há dois anos afastada porque ficou com labirintite por causa do estresse na aula. Ela diz que tem que dar uma de louca na escola para poder trabalhar, explica o aluno, que também estuda em escola estadual da capital, a E.E.  Margarida Maria Alves.

Carolina Rocha

Carlos César e seu cartaz bem-humorado

Reivindicações

Os professores da rede estadual estão reivindicando, entre outros pontos, um aumento salarial de 34,3% e a incorporação das gratificações ao salário base, criação de um plano de carreira e modificação no processo de contratação de professores eventuais.

O governo do Estado diz que não vai negociar com os grevistas. Segundo comunicados emitidos pela Secretaria de Ensino, entre 2005 e 2009, a folha de pagamentos da secretaria teria crescido 33%, indo de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões - mas não especifica se neste valor estão inclusos algum aumento no quadro de professores ou se tudo foi destinado aos holerites do mesmo número de funcionários.

Sobre a incorporação das gratificações, a secretaria alega que na última semana foi  agregada a Gratificação por Atividade de Magistério (GAM) ao salário. A gratificação será incorporada em duas parcelas: a primeira, com percentual de 10%, em março deste ano; e a segunda, com percentual de 5%, prevista para março de 2011.

O sindicato reclama que esta gratificação não compensa as perdas salariais e diz que não há nenhuma perspectiva de aumento salarial até março do próximo ano para a categoria.

O sindicato pede também a revogação da lei 1041, que limita o número de faltas abonadas a seis por ano. O governo diz que a lei diminuiu em 60% o número de faltas na rede estadual.

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