Estudantes da USP terão moradia no centro de SP

Prédios serão reformados e destinados a estrangeiros para aumentar internacionalização

iG São Paulo |

A Universidade de São Paulo (USP) assinou um convênio com a Prefeitura e com a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), para a transformação de dois prédios desocupados em habitação para estudantes e pesquisadores estrangeiros. A criação de moradias estudantis para estrangeiros faz parte de um projeto de internacionalização da instituição, conforme adiantou o iG .

O convênio prevê que a Cohab entregue os prédios já avaliados, regularizados e com o projeto para a adaptação dos imóveis que deverá ser implantado pela Universidade. Após a reforma, o edifício Villa-Lobos, localizado na Rua José Bonifácio, terá 46 apartamentos de 48 m² e o edifício Tarsila do Amaral, na Rua Benjamin Constant, abrigará 52 unidades de 43 m². “Foi uma maneira de acelerar o processo de transferência para a USP de um imóvel já com os trâmites legais prontos”, afirmou o prefeito Gilberto Kassab. “Espero que com esse convênio podemos aumentar ainda mais a parceria e futuramente abrigar aqui no centro não apenas os alunos estrangeiros como também brasileiros do interior ou de outros Estados.”

A adaptação desses prédios faz parte do programa Renova Centro, da Prefeitura, que surgiu em 2009, quando a Cohab encomendou uma pesquisa para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP sobre imóveis abandonados no centro da cidade que poderiam ser adaptados para moradia. De acordo com o programa, todos os prédios envolvidos no Renova Centro deverão ter em comum alguns parâmetros de acessibilidade, sustentabilidade e identidade visual.

O reitor João Grandino Rodas ressaltou a importância da moradia para estrangeiros para os planos de internacionalização. Segundo ele, os prédios devem resolver o problema de moradia que muitos alunos e pesquisadores estrangeiros encontram quando decidem fazer o intercâmbio na USP. Além de ser próxima à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a região onde os prédios estão localizados possui muitas opções de transporte, lazer e cultura, facilitando a locomoção e a integração do estrangeiro em uma cidade do tamanho de São Paulo.

Atualmente apenas 1.850 alunos ou 2% do total, não são brasileiros. “Assim nos tornamos uma universidade cada vez mais internacionalizada. Isso é importante não apenas para ganhar posições nos rankings internacionais, mas também para participar mais ativamente da comunidade universitária internacional”, conclui o reitor.

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