Estudantes cotistas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) serão recebidos agora pelo ministro Ricarro Lewandowski para falar sobre a experiência das cotas na instituição. Eles alegam ter se inscrito para participar da audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal no prazo correto, mas não foram selecionados como expositores.

Segundo o ministro, foram utilizados critérios isentos para selecionar os expositores, já que mais de 200 se inscreveram. O STF procurou chamar os mais qualificados para o debate.

Moacir Carlos da Silva, de 38 anos, estudante do 10º perído de Economia da UERJ, diz que a idéia do grupo era falar sobre a experiência vivida na institução na qual não há conflito entre cotistas e não cotistas.

"Não tem sido falado por quem é contra as cotas que esta já é uma realidade em muitas instituições e nós somos a prova viva de que não há conflitos nas universidades por isso. Nunca aconteceu nada parecido com o que ocorre em trotes. Ninguém foi encontrado morto afogado em uma piscina como aconteceu em trote. O Estado do Rio é um exemplo e um modelo de políticas afirmativas a ser seguido".

De acordo com ele, na UERJ há 10 mil cotistas e o programa existe desde 2003. A universidade também tem seleção baseada em recorte financeiro.

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