Estudantes brasileiros fazem estágio na Nasa

Dois alunos de engenharia da UnB integram grupo que passou um mês nos EUA. Para eles, a experiência abrirá espaço no mercado

Priscilla Borges, iG Brasília |

Felipe Bryan Sampaio
Diego Viot e Flávio Dias passaram 30 dias em Maryland, nos Estados Unidos
Flávio Dias e Diego Viot, ambos com 23 anos, passaram por uma experiência admirável para qualquer engenheiro. Os estudantes brasileiros ficaram cerca de 30 dias em um estágio de verão na Agência Espacial Americana (Nasa). O projeto piloto, financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), ainda levou mais dois brasileiros a Maryland, nos Estados Unidos, durante o mês de julho.

Essa é a primeira vez que brasileiros participam do programa de verão da agência norte-americana, o "Nasa Engineering Boot Camp". A missão deles era contribuir com as pesquisas do grupo de robótica do centro de pesquisa Goddard Space Flight, ajudando a montar protótipos de robôs e soluções para que eles explorem ambientes inóspitos. Cerca de 50 universitários de diferentes países participaram da experiência.

Flávio cursa engenharia mecânica na Universidade de Brasília (UnB). Ele ainda está no 4º semestre e acredita que a experiência vai contribuir para melhorar o currículo. “Não esperava ir. Foi muito rápido e intenso. Eles gostaram muito do nosso trabalho e há uma possibilidade de voltar. A experiência foi sensacional, a melhor da minha vida”, garante.

Diego Viot faz engenharia de informática na Universidade Federal do Ceará e está participando de um programa de mobilidade acadêmica na UnB. Ficou sabendo em Brasília da oportunidade e, sem titubear, se candidatou. “Não há matérias específicas sobre engenharia aeroespacial no meu curso. Nunca tinha pensado em trabalhar com algo nesta área, mas achei a experiência diferente”, conta. Ele se dedicou a criar programas que ajudassem o funcionamento dos robôs.

O jovem cearense, que está no 8º semestre da graduação, ficou encantado com a área e espera a oportunidade de voltar. Segundo os estudantes, a proposta da Nasa é que os quatro brasileiros – além da dupla, Janynne Lorenna Souza Gomes, de Governador Valadares, e Thomaz Gaio Santos Soriano, do Rio de Janeiro, participaram do programa de verão – voltem no ano que vem. Para isso, novo convênio está sendo discutido com a Agência Espacial Brasileira e o MCT.

Arquivo pessoal
50 universitários de países diferentes contribuíram para montar peças de robô
Para os estudantes, as universidades também devem se engajar para que outros universitários tenham a oportunidade de contribuir com pesquisas e produzir conhecimentos. “Essa parceria da Nasa já existe com muitos países e universidades estrangeiras há bastante tempo. Nossa experiência não foi acadêmica, foi prática e deve ser estimulada”, analisa Diego.

Flávio conta que desenhou peças para robôs que tenham capacidade de explorar terrenos no espaço, como a Lua. Eles precisam ter capacidade de se locomover, registrar os ambientes e até coletar amostras de materiais. “O programa também serve para descobrir talentos. Muitos empresários foram nos visitar. Acho muito bacana a oportunidade”, diz.

    Leia tudo sobre: educaçãouniversidadenasaengenhariarobôs

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG