Estudantes brasileiros estão expostos a violência na escola e em casa

SÃO PAULO ¿ Jovens brasileiros estão expostos a diversos tipos de violência na escola, tanto externa, quanto dentro da própria dependência escolar. É o que mostra a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) com 618,5 mil estudantes das capitais brasileiras e do Distrito Federal.

iG São Paulo |

O estudo, que entrevistou alunos do 8º e 9º ano de escolas públicas e particulares, constatou que os jovens estão expostos a bullying, violência no caminho da escola, dentro da própria dependência escolar ou em suas famílias. Além disso, muitos já se envolveram em brigas com armas de fogo ou branca.

No caminho

De acordo com a Pense, a insegurança atingia quase 10% dos alunos da rede pública. Entre os estudantes de escolas privadas, o índice foi de 5,5%.

A proporção de estudantes que deixaram de ir à escola por não se sentirem seguros no caminho de casa até o estabelecimento de ensino, nos 30 dias anteriores à pesquisa, foi de 6,4%. As cidades em que mais alunos sentiram-se inseguros foi Belém (7,8%) e Maceió (7,7%), e o menor foi em Florianópolis (4,3%).

A proporção de alunos que deixaram de ir à escola porque não se sentiam seguros no próprio estabelecimento de ensino alcançou 5,5%.

Bullying

Um terço dos alunos entrevistados diz ter sofrido algum tipo de violência por parte de colegas de escola, o chamado bullying. A pesquisa investigou a prática através da seguinte pergunta: Nos últimos 30 dias, com que frequência algum dos seus colegas de escola te esculachou, zoou, mangou, intimidou ou caçoou tanto que você ficou magoado/incomodado/aborrecido?

A proporção dos estudantes que sofrem algum tipo de violência raramente ou às vezes foi de 25,4% dos entrevistados. Os que disseram ter sofrido bullying na maior parte das vezes ou sempre foi de 5,4%.

Mais meninos que meninas admitiram sofrer bullying. Entre os rapazes, 32,6% já haviam passado por experiência de violência na escola. Já entre as meninas, o percentual foi de 28,3 a cada 100 entrevistados. A pesquisa mostra também que os alunos de escolas privadas (35,9%) sofrem mais violência de seus colegas de escola do que entre os de escolas públicas (29,5%).

Brigas

A Pense constatou que 12,9% dos estudantes se envolveram em alguma briga nos 30 dias anteriores à pesquisa, na qual alguém foi agredido fisicamente. A capital com maior número de estudantes que se envolveram em briga em que houve agressão física foi Curitiba (18,1%), e a com a menor, Teresina (8,4%).

O número de estudantes que se envolveu em briga com algum tipo de arma branca no mês anterior à entrevista foi de 6,1%, sendo mais frequente entre rapazes (9,0%), do que entre garotas (3,4%).

O envolvimento em brigas com arma de fogo foi declarado por 4% dos entrevistados. Boa Vista (9,4%) e Curitiba (9,2%) apresentaram as maiores frequências de estudantes do sexo masculino envolvidos em brigas com arma de fogo.

Além da escola, os estudantes estão expostos também à violência em casa. A Pense investigou também a ocorrência de agressão física por um adulto da família e constatou que 9,5% dos entrevistados foram vítimas deste tipo de violência.

Bebida ao volante

A Pense mostrou ainda que 18,7% dos alunos foram transportados, nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa, em veículos dirigidos por motoristas que consumiram bebida alcoólica. Os estudantes de escolas privadas estiveram mais expostos a esse risco (23,8%), do que os das escolas públicas (17,3%).

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