Estudantes aprovam novo formato da Unicamp

Candidatos consideraram vestibular com nível médio de dificuldade. Temas das redações eram próximos ao cotidiano dos jovens

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

Estudantes que prestaram o vestibular 2011 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) na PUC-SP aprovaram o novo modelo da prova. Para a maioria dos entrevistados pela reportagem do iG o exame estava bem elaborado e com nível médio de dificuldade. Neste ano, a primeira fase do processo seletivo teve uma prova de múltipla escolha com 48 questões – 12 de Matemática; 18 de Ciências Humanas e Artes; e 18 de Ciências da Natureza – e não mais as 12 dissertativas, como era aplicado até o ano passado.

Os candidatos fizeram ainda três redações e foram surpreendidos pelos gêneros exigidos. Tradicionalmente, a Unicamp cobrava uma dissertação, uma narração e uma carta. Desta vez, o vestibular pediu um comentário em site sobre um gráfico de pesquisa sobre valores dos jovens, um discurso de um presidente de grêmio estudantil apresentando uma pesquisadora e um artigo jornalístico-opinativo embasado em um texto literário. Neste domingo, 53.284 estudantes fizeram a prova da primeira fase do Vestibular Unicamp 2011, na disputa por umas das 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). O índice de abstenção foi de 6,86%, 3.925 candidatos não compareceram para fazer o exame .

Apesar da surpresa, os estudantes gostaram das mudanças. “A prova estava muito bem elaborada e as redações tinham temas amplos”, comentou Ana Carolina Paoletti, de 17 anos. Para Ana, a prova exigia bastante lógica, raciocínio, mas não era tão conteudista quanto a da Fuvest.

Paloma Rosa, de 17 anos, acha que as redações na primeira fase selecionam melhor os candidatos. “É uma forma de a gente escrever e se expressar”, afirma. A estudante relata que ficou surpresa com as propostas de redação, diferentes do que ela esperava, mas que conseguiu desenvolver o texto solicitado sem grandes problemas.

A estudante Paola Passianoto, de 20 anos, concorda: “Acho melhor fazer estes textos do que uma dissertação comum. A prova estava bem gostosa de fazer”. Já Pedro Hayashi não gostou muito das propostas “modernas” da redação da Unicamp. Ele se sentiu inseguro por não ter trabalhado os gêneros solicitados em sala de aula. “Mas os temas eram próximos do meu cotidiano. Então acho que fui bem.”

Anne Ramos, de 18 anos, também foi surpreendida com os formatos das redações. Ela esperava ter de fazer textos mais “pesados” no formato dissertativo. “Eram fáceis e não eram longas”, disse. Giovanna França, de 17 anos, achou a prova tranquila e gostou dos textos pedidos. “Achava que as redações fossem dissertações mais elaboradas”, afirmou, acrescentando que ficou surpresa com os temas, totalmente diferentes do esperado. Segundo ela, as questões de múltipla escolha estavam voltadas para sustentabilidade, preservação da natureza e havia bastante interpretação.

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