Estudantes se preocupam em não deixar questões em branco na Unesp

Quem zerar uma das disciplinas do vestibular é desclassificado

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 19/12/2010 17:00

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Os candidatos que prestam o vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no campus da Avenida Marquês de São Vicente da Universidade Paulista (Unip), Água Branca, zona oeste de São Paulo, começam a deixar o local. Os primeiros estudantes a sair relatam terem se esforçado para não deixar questões em branco ou não zerar nenhuma parte da prova – se o candidato não pontuar em uma das disciplinas ele é excluído do processo seletivo.

Nicolas Carrer Guerreiro, de 18 anos, já sabe que não será aprovado. O estudante deixou cinco questões de química em branco – neste domingo a Unesp aplica uma prova dissertativa com 24 questões. “Não tinha condições de resolver, não deu”, lamenta. Nicolas quer estudar música e reclama da obrigação de fazer provas específicas além das gerais.

Para não zerar, Thiago Azevedo de Castro, 18 anos, deu “uma enrolada”. O estudante achou a parte de exatas muito difícil e ficou preocupado e se forçou para resolver as questões. “Dei uma enrolada para não deixar em branco”, conta. Mesmo assim, Thiago deixou três questões da área de exatas em branco.

Caroline Barros, 17 anos, também está com receio de zerar alguma das matérias. Ela deixou seis questões em branco: uma de geografia, uma de química, duas de matemática e duas de física. “Tentei não zerar”, garante.  

Prioridade

Com a divulgação das notas de corte da Fuvest, muitos estudantes passaram a encarar o vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) como prioridade absoluta. As notas de corte do processo seletivo para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo dão aos estudantes uma ideia se serão ou não aprovados para a segunda fase da Fuvest – o resultado oficial sai na próxima segunda-feira (20).

Carolina Sakiyama, de 23 anos, quer estudar psicologia e tinha a USP como primeira opção. Pela nota de corte divulgada pela Fuvest, a estudante já sabe que não passou para a segunda fase. “Agora a Unesp é a minha prioridade total”, afirma.

Beatriz Pontes Araújo, 19 anos, tenta uma vaga em geologia. A estudante já sabe que não passará para a segunda fase e aguarda o resultado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que seria sua terceira opção de estudo. “Estou confiante que vou passar porque a Unesp pega mais leve. A USP é feita para reprovar mesmo”, diz Beatriz.

Os amigos Lucas Rego, 18 anos, e Rafael Ribeiro, de 22 anos, estudam juntos em um cursinho pré-vestibular para ingressar em medicina. Lucas presta vestibular pela segunda vez e já sabe que não passou na Fuvest. As prioridades para ele agora são Unesp e Unifesp. Rafael, mais experiente, encara a maratona de provas pela quinta vez e presta cinco vestibulares. Este ano ele passou para a segunda fase por um ponto. “Na verdade qualquer uma delas (das faculdades) seria ótimo.”

Além das 19 cidades com oferta de cursos (Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente e Tupã), as provas são aplicadas também nos seguintes municípios paulistas: Americana, Campinas, Dracena, Guarulhos, Jundiaí, Ourinhos, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santo André e Sorocaba.

Os cursos mais concorridos são os de Medicina (128,9), Direito (50,2), Arquitetura e Urbanismo (40), Engenharia Civil (35,2) e Engenharia de Produção Mecânica (33,9).

O resultado final do vestibular será divulgado em 3 de fevereiro, nos sites da Unesp e da Vunesp.

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