Estudante representa o Brasil em fórum internacional

O estudante do primeiro ano de Direito da USP, Guilherme Pastore, de 17 anos, perdeu uma semana de provas e agora corre para fazer as avaliações substitutivas. O jovem, no entanto, tem uma boa justificativa para ter faltado.

Camila Sayuri |

Guilherme foi escolhido representante brasileiro da primeira edição do Global Humanitarian Forum, organização fundada em 2007 pelo ex-Secretário Geral da ONU, Kofi Annan. O encontro, que reuniu líderes de diversos setores da sociedade, aconteceu em Genebra, na Suíça, entre os dias 24 e 25 de junho.

O objetivo do Fórum era discutir os efeitos que as mudanças climáticas podem causar à humanidade e as possíveis providências para conter os danos. Pastore e outros cinco jovens de diferentes partes do mundo ¿ uma tribo indígena do Canadá, China, Ilhas Marshall, Índia e Togo ¿ foram convidados por Kofi Annan para dar um testemunho do impacto das mudanças climáticas nos seus países.

"Falei principalmente da degradação de alguns dos nossos biomas, como o pantanal e a Amazônia, e das secas do Nordeste, que levam as pessoas a migrarem para o Sul e Sudeste", diz Pastore. O jovem fez seu relato durante a cerimônia de abertura do evento para 250 convidados presentes, entre governantes, presidentes de empresas e outras lideranças. "Estou até acostumado a falar em público, mas fiquei nervoso. Não é sempre que tenho Kofi Annan na platéia", brinca.

Essa não foi a primeira vez que o brasileiro esteve diante de líderes mundiais. No início do ano, foi escolhido embaixador do clima pela organização British Council, entre mais de 600 jovens. Com isso, foi convidado a representar o Brasil na Conferência do G8 para o Meio Ambiente, em Kobe, no Japão. Foi a entidade inglesa quem intermediou a participação de Pastore no Global Humanitarian Forum.

Pastore ganhou uma semana corrida por causa das provas acumuladas, mas não tem reclamações. Foi uma grande honra expressar minha opinião para pessoas que têm o poder de mudar da realidade. Por mais que mudanças individuas de hábito sejam importantes, o que realmente fará diferença são políticas de mudança no padrão de consumo, de substituição de energia, afirma.

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