Esqueça tudo o que você sabe sobre bons hábitos de estudo

Técnicas simples podem melhorar o quanto o aluno aprende. Alguns conselhos consagrados estão redondamente enganados

The New York Times |

Em setembro, milhões de pais tentam uma espécie de feitiçaria psicológica, para transformar seus filhos, ainda em clima de verão, em alunos assíduos.

Eles adotam conselhos muito conhecidos: encontre um espaço tranquilo para o estudo. Siga um calendário. Estabeleça metas. Defina limites. Não suborne (exceto em emergências).

E conheça a sala de aula. Será que o estilo de aprendizado do Júnior combina com a abordagem do novo professor?

Tais teorias se desenvolveram em parte devido à pesquisa superficial sobre a educação, que não oferece uma orientação clara. As características do estudante e o estilo de ensino certamente interagem, assim como sua personalidade e as regras da casa. O problema é que ninguém pode prever como isso acontece.

No entanto, existem abordagens eficazes para o aprendizado, pelo menos para aqueles que são motivados. Nos últimos anos, os cientistas cognitivos têm demonstrado que algumas técnicas simples podem melhorar de forma confiável o que mais importa: o quanto um aluno aprende estudando.

“Nós sabemos desses princípios há algum tempo e é interessante que as escolas não tenham absorvido isso, ou que as pessoas não tenham aprendido através de tentativas e erros”, disse Robert A. Bjork, psicólogo da Universidade da Califórnia, Los Angeles. “Em vez disso, andamos por aí com todos os tipos de crenças não analisadas sobre o que está errado”.

Os psicólogos descobriram que alguns dos conselhos mais consagrados sobre os hábitos de estudo estão redondamente enganados.

Por exemplo, muitos cursos de técnicas de aprendizado insistem que os estudantes devem encontrar um lugar específico para estudar. A pesquisa considera o oposto. Em um experimento clássico de 1978, os psicólogos descobriram que os estudantes universitários que estudaram uma lista de 40 palavras do vocabulário em duas salas se saíram muito melhor em uma prova do que os alunos que estudaram as palavras duas vezes, na mesma sala. Estudos posteriores confirmaram a descoberta, para uma variedade de tópicos.

Variar o tipo de material estudado em uma única sessão também parece deixar uma impressão mais profunda no cérebro do que se concentrar em apenas uma habilidade por vez.

Em um estudo que será publicado ainda este ano na revista Applied Cognitive Psychology (Psicologia Cognitiva Aplicada, em tradução livre), Rohrer Doug Taylor e Kelli, da Universidade do Sul da Flórida, ensinou um grupo de alunos da quarta série quatro equações, cada qual para calcular a dimensão diferente de um prisma. Metade das crianças praticou o estudo repetido de exemplos de uma equação. A outra metade estudou conjuntos de problemas mistos. Ambos os grupos resolveram problemas de exemplo ao longo do seus estudos.

Um dia depois, os pesquisadores deram a todos os alunos uma prova sobre o material, apresentando novos problemas do mesmo tipo. As crianças que haviam estudado problemas mistos se saíram o dobro melhores que as outras, acertando 77% das questões em relação a 38%. Os pesquisadores descobriram o mesmo em experimentos envolvendo adultos e crianças.

* Por Benedict Carey

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