Especialização internacional sem sair de casa

Fazer uma especialização no exterior sempre foi o objetivo de muitas pessoas que querem melhorar o seu currículo, porém, a distância e o grande investimento financeiro são impedimentos para que muitos realizem este sonho. Mas, para aqueles que querem estudar e não querem mudar totalmente de vida, já existe solução!

Carla Sasso Laki |

Algumas universidades do exterior criaram programas de e-learning, ou seja, de ensino a distância. Os cursos são voltados, principalmente, para especializações e mestrados. No Brasil também podem ser encontrados programas de ensino, como na Fundação Getúlio Vargas .

A jornalista Thaiza Castilho, 26 anos, saiu do Brasil em outubro de 2004, rumo ao Timor Leste. Fez trabalho voluntário, escreveu para jornais locais, trabalhou em rádio também, até que sentiu a necessidade de se especializar e entrou de cabeça. Atualmente ela faz dois cursos on line, um em Oxford e outro em Sheffield Hallam, ambas universidades inglesas.

Na universidade de Oxford, Thaiza acaba de concluir o curso de leitura crítica, que é uma especialização na área de Jornalismo. Já na universidade de Sheffield Hallam, a jornalista está no primeiro ano do mestrado em comunicação profissional, que engloba matérias como comunicação corporativa e estratégia de gerenciamento da área. O curso dura 3 anos.

Ambos os cursos podem ser feitos totalmente à distância. Nenhum exige uma fase presencial. A universidade manda uma sugestão de calendário que você deve seguir, mas eles chamam de self paced, então você decide quando deve entrar e se atualizar no conteúdo, explica a jornalista.

Mas de que maneira é feita a avaliação? Thaiza explica. Não existem provas, mas toda semana é preciso escrever sobre algum tema que eles passam. Também existem fóruns de discussão, onde outros alunos de diversos lugares entram e postam sugestões, comentários, duvidas e etc.

O contato dos alunos com a universidade é feito através de um administrador do curso, para quem você pode mandar um e-mail reportando qualquer tipo de contratempo que possa acontecer como problemas de conexão, prazos, pagamentos e etc.

Além disso, Thaiza conta que existem tutores que acompanham o aluno durante todo o curso. Quando você manda um texto sobre algum assunto, esses tutores lêem e sempre te dão um feedback, aí fica mais fácil melhorar a sua argumentação ou a pesquisa.

A jornalista explica que escolheu universidades inglesas porque elas são as mais bem-colocadas em rankings internacionais, mas também existem dificuldades. Os cursos são bem puxados e um pouco diferentes de estar em uma universidade, porque precisa de mais empenho, você tem que se virar sozinho para estudar, conta Thaiza.

Além das universidades inglesas, muitas outras também contam com programas on line, que tendem a fazer sucesso por conta das facilidades tecnológicas dos dias atuais. Se interessou? Veja alguns lugares que já oferecem e-learning:

- Universidade de Sheffield Hallam (Inglaterra)

- Universidade de Leicester (Inglaterra)

- University of Canterbury (Nova Zelândia)

- Universidade do Egito - especialização em tecnologia da informação (Egito)

- Universidade de Harvard (Estados Unidos)

- Universidade de Oxford (Inglaterra)

- Fundação Getúlio Vargas (Brasil)

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