Especialista cobra empenho maior após a eleição

O co-diretor do Preal (Programa de Participação na Reforma da Educação na América Latina), Jeffrey M. Puryear, diz que a Educação deve ser um tópico importante nas discussões eleitorais, mas dificilmente levado adiante quando as urnas se fecham.

Marcelo Diego, iG São Paulo |

Representante da Inter-American Dialogue, um organismo não governamental com sede em Washington, que reúne estudiosos sobre avanços da educação na América Latina, Puryear diz que a educação no Brasil é tão descentralizada entre governos, que políticas do governo federal sempre tendem a ser muito generalistas.

Para ele, os governos deveriam assumir que educação é um ponto central para sustentar o crescimento a médio e longo prazos do País. As taxas de retorno da sociedade são maiores à medida que sua força de trabalho seja bem treinada e educada. Cada vez mais crianças estão matriculadas nas escolas, mas isso terá pouco efeito se elas não estiverem efetivamente aprendendo, afirma.

Hoje, os melhores índices de retorno na educação estão ligados a parcerias entre o setor público e privado, acredita. Melhorar a qualidade das escolas requer vontade política e dinheiro. Países como o Brasil deveriam começar a aumentar a proporção de gastos no ensino básico e fundamental, ao contrário de fazê-lo no ensino superior. Assim, beneficiaria direto os mais pobres e aceleraria a taxa de inclusão social.

De acordo com recente pesquisa feita pela McKinsey & Company, entre os pontos mais críticos no sistema público educacional que deveriam ser combatidos estão a baixa qualidade do instrutor (incluindo professores e administradores de escola) e a falta de critérios elevados para os alunos da rede pública.

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