Especial professor: Minha mãe é minha professora

Você já imaginou ter sua mãe como professora? Ou então estudar no mesmo colégio onde ela dá aulas? No mínimo você deve estar imaginando que tudo deve ser muito mais fácil. Será?

Paula Menezes |

Acordo Ortográfico

Ser paparicado pelos funcionários, aproveitar-se do instinto materno, dar aquela espiadinha básica nas provas no dia anterior e ser desculpado pelas lições de casa a fazer parecem ser as melhores vantagens de se ter aula com sua mãe. Mas esta não é a realidade de grande parte dos alunos que estudam junto com os pais. Em sua maioria, os pais seguem a ética profissional e fazem com que seus filhos entendam seus motivos também.

É o caso de Elena de Souza Silva, 7 anos, que atualmente está na 1ª série do Ensino Fundamental. Elena tem como professora a sua mãe, Sonia Aparecida de Souza Silva, e comenta que sua rotina escolar é super normal. Antes de começar as aulas minha mãe me explicou que lá eu era aluna. Ela me trata igualzinho a todo mundo e eu a chamo de professora.

Sobre a conversa, Sonia explica que, assim como ocorreu com o seu filho mais velho, conversou com Elena um tempo antes de começarem as aulas para que ela entendesse a situação. Como eu já sabia que ela iria ser minha aluna, eu a preparei antes. Expliquei que na escola ela seria aluna e que eu teria que tratar todos do mesmo modo. Sonia comenta que ficou receosa sobre a aceitação das mães e mesmo dos seus alunos, mas que o fato de agir naturalmente evitou maiores comentários.

Elena se considera uma aluna normal. Comportada e estudiosa, como ela mesma se declara, comenta que com sua mãe ou outra professora suas atividades continuariam sendo as mesmas. Se eu cair com outra professora vai ser a mesma coisa: vou brincar, vou conversar, vou fazer lição, tudo igualzinho. E como toda boa criança, quando questionada sobre qual matéria ela mais gosta, a resposta vem rapidinho: Matéria eu não gosto muito. Mas eu gosto de Educação Física.

Mesmo seus coleguinhas de sala parecem entender e separar bem a situação. De vez em quando liga um perguntando Elena, têm lição de casa?, Elena, qual é a resposta? Mas tudo bem normal, comenta.

Sonia fala que não houve problemas com nenhum de seus filhos e muito menos com seus alunos. No começo os alunos não sabiam, até porque ela me chama sempre de professora. Quando eles começaram a perceber que ela ia embora comigo vieram as perguntas: Ela é sua filha?. Mas começaram a observar depois que o tratamento era sempre o mesmo.

A professora conta também que normalmente foca sua atenção nos alunos que apresentam mais dificuldade e, como sua filha não tem muitas, às vezes até esquece que ela está lá. Então depende da cada professor e do modo como vai tratar o filho dentro da sala de aula.

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