Seu objetivo era batalhar pela saúde, Edimar Alcides Bocchi, hoje com 52 anos, entrou na faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP) aos 17, vindo em seguida a fazer seu doutorado em cardiologia e, depois, livre-docência, ambos também na USP. Atualmente, Bocchi é chefe da Unidade de Deficiência Cardíaca e Transplante do Incor e responsável pelos projetos de pesquisa com células-tronco.

Semana do estudante

Optei pela graduação em medicina por um interesse mais humanista, com objetivo de tentar beneficiar o ser humano. E também por ser uma área muito interessante de se estudar, comenta Bocchi.

Bocchi fala que apenas no final do curso decidiu-se por se especializar em cardiologia. Foi no final da faculdade. Praticamente no final da residência e clinica médica. Se você parar pra pensar, as principais causas de óbitos nos países desenvolvidos e mesmo em desenvolvimento são doenças cardiovasculares. E esta área da medicina abre portas para os mais diversos tipos de tratamentos, como através de operações, transplantes ou medicações. Uma especialidade muito envolvente e que resulta em benefícios objetivos para o paciente.

O médico e pesquisador relata que tanto ele quanto sua equipe pesquisam diariamente na literatura novos estudos da medicina. Foi então que descobriram sobre a célula-tronco. Tomamos conhecimento de que estudos sobre inflatable miodaro tinha sido feito pela primeira vez na Alemanha. Trabalho publicado unicamente em uma revista alemã, inclusive. Conhecemos o trabalho e modificamos, realizando nosso próprio projeto, original nosso. Provavelmente, no Brasil, somos a única equipe que publica estudos sobre o assunto, explica Bocchi

Bastante compromissado com a saúde humana, Bocchi comenta que teve como grande interesse o potencial de regeneração que o coração poderia atingir com estes estudos e, conseqüentemente, um benefício muito grande para o paciente: É basicamente este o motivo de estar nesta área, completa.

Além da rotina hospitalar e de pesquisas, Bocchi participa de congressos sobre o assunto. Eu e minha equipe somos pioneiros na utilização de células-tronco num grupo especifico de pacientes. Então, nós mostramos pra todo o mundo os resultados iniciais dessas pesquisas em uma época em que o mundo não tinha nada dessa área. A primeira apresentação nossa foi em Viena (Itália), num congresso internacional. Repetimos a apresentação em vários congressos nos EUA e publicamos recentemente também em revistas internacionais.

Atualmente, Bocchi empenha-se na pesquisa de células-tronco na área dos vasos pulmonares que geram deficiência cardíaca. Estamos verificando se as células-tronco restabelecem o funcionamento normal dos vasos pulmonares, onde seu bom funcionamento implica na melhora da deficiência cardíaca.

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