Especial Estudante: Aos 7 anos, Rafael já tem uma inteligência fora do comum

Estudante do 2º ano do ensino fundamental do Colégio Objetivo e Aluno do Projeto Poit (Programa Objetivo de Incentivo ao Talento) existente em algumas unidades do colégio em apoio ao aluno superdotado, Rafael Aki Gussoni, 7 anos, muitas vezes demonstra uma percepção e sociabilidade um pouco mais avançadas para sua idade.

Paula Menezes |

Semana do estudante

Quebrando um tabu, convém explicar que, atualmente, a definição para superdotado não remete a gênios como Albert Einstein ou Leonardo da Vinci. Hoje se sabe, pelo consenso, que um superdotado não necessariamente é bom em tudo, mas pode ter um desenvolvimento acima da média em determinadas disciplinas como inteligência, criatividade, sociabilidade e liderança, psicomotricidade, artes plásticas e outras.

Rafael, que iniciou no Projeto Poit este ano, comenta que escolheu a Oficina de Criatividade. Gosto de ficar desenhando, crio histórias em quadrinho e faço modelagem com massinhas. Além destas atividades, Rafael diz gostar muito de natação.

Rafael e sua mãe (Imagem/Paula Menezes)


Bastante extrovertido, porém, Rafael se demonstrou tímido na presença de uma pessoa estranha e deixou que sua mãe, Lena Suemi Sakakibara respondesse a algumas perguntas por ele. Não acredito que ele seja superdotado, mas concorda que ele se destaca em algumas situações e ouve comentários do tipo de professores e mães de amiguinhos.

O Rafael tem uma personalidade mais extrovertida. Ele tem uma habilidade social, interpessoal... pode ser uma inteligência emocional. Ele se relaciona com diversos tipos de amigos de diversas faixas etárias. Ele pode manter uma conversação muito natural até com adultos.

A mãe de Rafael conta que, aos 6 anos, o garoto apresentou um seminário na escola, sobre répteis. Ele fez uma apresentação em público, escolheu falar sobre répteis e se saiu super bem. Em uma viagem ele tirou uma foto com um dragão de komodo e quis colocar a foto no trabalho e, em determinado momento, ele chegou a comentar na apresentação: eu vi com meus próprios olhos. Eu acho que ele tem uma desenvoltura dos assuntos um pouco maior, mas acho que devido ao extrovertimento dele e interesse em aprender.

Lena diz que tanto as mães dos seus colegas quanto seus professores comentam que ele tem uma percepção e também um vocabulário mais avançados para a sua idade. Posso exemplificar com um trabalho que ele fez quando estava no ensino infantil sobre o Alasca e citou o hidroavião, que pousa no gelo. Palavras que não estão no cotidiano dele, comenta Lena.

Outra situação que o menino impressionou seus pais foi ao fazer um comentário sobre um produto da loja de sua mãe. Eu estou abrindo uma loja em São Paulo e trouxe um objeto interessante para casa e comentei com meu marido (e pai de Rafael), Paulo Ricardo Gussoni, que o objeto era caro para vender na loja. Sempre opinativo sobre diversas questões, Rafael comentou: Mãe, é caro, mas é legal porque só você vai ter isso lá. E se só você vai ter isso lá, você pode cobrar mais caro. Não adianta procurarem em outro lugar porque não vão achar e só vão poder comprar na sua loja, conta Lena.

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