Escolas particulares terão cantinas mais saudáveis

Ministério da Saúde fechou acordo com a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) para divulgação de manual sobre o tema

iG Brasília |

O Ministério da Saúde assinou um acordo com a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) para levar às cantinas de colégios privados de todo o País orientações sobre alimentação saudável .

A federação se comprometeu a divulgar entre as escolas as diretrizes do manual "Cantinas escolares saudáveis: promovendo a alimentação saudável". A proposta visa diminuir o consumo de sódio , açúcar e gordura entre os alunos.

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De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o acordo deve beneficiar mais de 6,7 milhões de estudantes do ensino médio e fundamental. A distribuição do material elaborado pelo ministério será feita a partir desta quarta-feira.

“Uma parte dos hábitos alimentares é construída na família, em casa, mas uma parte desses hábitos é construída dentro da escola. Combinar essas duas ações, nesses dois espaços, é decisivo para reduzirmos a obesidade e o excesso de peso entre crianças e adolescentes”, disse o ministro.

Dados da pasta indicam que 30% das crianças com idade entre 5 e 9 anos, por exemplo, estão acima do peso. Entre os adolescentes, o índice chega a 21%. Desenvolver hábitos alimentares saudáveis nessas faixas etárias, segundo Padilha, é uma medida importante na tentativa de prevenir uma geração futura de adultos obesos .

Os maus hábitos alimentares dos estudantes também foram demonstrados na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. O estudo mostrou que apenas um terço dos alunos do ensino fundamental da rede privada consomem frutas e hortaliças em cinco dias ou mais na semana. Já refrigerantes e frituras fazem parte da rotina alimentar de 40% dos alunos.

Espaço para educar

A presidenta da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pacios, informou que 40 mil instituições privadas de ensino devem participar da parceria. A expectativa é que pelo menos a metade delas inicie as ações nos próximos meses.

“É muito inteligente começar essa prevenção contra a obesidade pelos mais jovens. Eles estão na escola para aprender”, disse. “Se a criança incorpora uma alimentação saudável no seu dia a dia, isso vai acompanhá-la até a fase adulta e onde ela estiver – shoppings, estádios, festas”, completou.

Ela lembrou que uma alimentação ruim oferecida pela escola pode ter reflexos no aprendizado dos estudantes, devido ao cansaço, à falta de estímulo em razão de uma digestão lenta, e a uma disposição menor para participar das atividades.

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Para Amábile, será preciso implementar também ações de reeducação voltadas para gestores e funcionários que trabalham com as cantinas escolares. “A vertente do projeto não é punitiva nem restritiva, é educativa. É nisso que acreditamos – em criar um quadro de valores em que a criança possa fazer as suas opções.”

Selo de qualidade

As escolas que adotarem medidas para oferecer alimentos mais saudáveis aos estudantes vão receber um selo de qualidade do Ministério da Saúde. A proposta é tornar a informação mais acessível também para os pais das crianças e adolescentes.

* Com informações da Agência Brasil

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