Escolas estaduais de SP terão calendário de férias unificado

Período de recesso será maior em julho a partir do ano que vem. Sindicato diz que férias de professores foram reduzidas

iG São Paulo |

A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo definiu que, a partir do próximo ano, as aulas terão início no 1º dia útil de fevereiro e as férias escolares dos alunos, em julho, passarão de 15 para 31 dias. As mudanças estão previstas em resolução, que determina novas diretrizes para elaboração do calendário referente ao ano letivo das cerca de 5,3 mil escolas da rede.

A responsável pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da secretaria, Leila Mallio, disse que o novo calendário favorece a organização. “Antes, o processo de atribuição de classes/aulas nas escolas estaduais ocorria na primeira semana de fevereiro e nem sempre terminava a tempo para o início do ano letivo. Com o novo calendário, ele será realizado já na segunda quinzena de janeiro.”

As novas diretrizes também visam a compatibilizar o cronograma do Estado com os dos demais sistemas de ensino, além de facilitar aos pais o planejamento das férias dos alunos, visto que o período passará a ser predeterminado, o que não acontecia até este ano. Atualmente, cada escola é responsável por organizar seu calendário, que deve cumprir o mínimo de 200 dias letivos. A partir de 2012, todas as unidades deverão encerrar as aulas regulares do 1º semestre no último dia útil de junho. As aulas do 2º semestre terão início no 1º dia útil de agosto e terminarão após se completarem os 100 dias letivos previstos para o período.

Férias dos professores

As férias para os docentes ficam garantidas de 1º a 15 de janeiro e de 1º a 15 de julho. Segundo a secretaria, os professores terão mais de 30 dias de recesso, divididos entre janeiro, julho (na sequência das férias) e dezembro (após o encerramento do ano letivo).

Segundo o governo, as alterações atendem a reivindicações feitas por representantes dos profissionais da educação nos encontros regionais promovidos pela Secretaria de Estado da Educação, no primeiro semestre deste ano. Ao todo, foram 15 reuniões. O sindicato dos professores (Apeoesp) é contra a mudança e estuda uma forma judicial de evitá-la.

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