ESA lança satélites que vão investigar a origem do Universo

A Agência Espacial Europeia lançou na última quinta-feira dois satélites de observação astronômica, Planck e Herschel, a bordo de um foguete Ariane-5 direto da base de Kouru, na Guiana francesa.

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Os satélites viajarão pelo espaço por cerca de 60 dias até alcançarem o ponto orbital desejado situado a 1,5 milhão de km da Terra. A missão dos dois satélites da ESA é observar o Universo até limites nunca alcançados, o que poderá trazer esclarecimentos sobre sua origem.

Para tanto, os dois telescópios ficarão em um ponto de equilíbrio entre a Terra e o Sol. Eles possuem instrumentos de alta tecnologia de observação que conseguem trabalhar em condições de frio extremo para evitar distorções em suas medições.

Herschel, por exemplo, receberá radiações infravermelhas de grande amplitude de ondas emitidas por objetos mais frios e distantes do Universo, onde existem estrelas e galáxias em formação. Seu espelho é o maior já enviado ao espaço e mede 3,5 metros de diâmetro.

A expectativa inicial de vida das sondas é de três a cinco anos para Herschel e de um a dois anos para Planck.

"Trata-se da aposta mais importante da ESA em astronomia espacial", afirmou Álvaro Gimenez, coordenador de política científica da Agência Espacial Europeia.

A missão dos satélites da ESA Planck e Herschel é resultado de 15 anos de experimentos e teve um investimento de mais de US$ 2,3 bilhões. Cerca de 300 especialistas de 15 países contribuíram para o projeto.

Foto: Concepção artística do telescópio infravermelho Herschel. Crédito: ESA.

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