Entre 50 faculdades que mais aprovaram na OAB, só 3 são privadas

Veja o ranking de aprovação por instituição de ensino no primeiro exame da Ordem deste ano

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

As instituições públicas de ensino superior são maioria absoluta entre as que mais aprovaram no 4º Exame de Ordem Unificado, prova obrigatória da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para obter o registro que permite advogar. Os resultados finais serão divulgados no próximo dia 4 de outubro, mas o iG teve acesso com exclusividade as porcentagens preliminares de aprovados por instituição de ensino – resultado sem os aprovados após recurso.

Desta vez, a OAB retirou do ranking faculdades e universidades que tiveram menos de dez participantes. Também foram retiradas do ranking as estatísticas referentes aos alunos do penúltimo e último período de cursos de Direito a pedido das próprias instituições, porque “eles ainda não estariam prontos para o mercado”, segundo o secretário-geral da entidade, Marcus Vinícius Coelho.

Entre as 50 instituições que tiveram a maior porcentagem de aprovados, somente três não são públicas, Universidade Salvador (Unifacs-BA), em 26º lugar, Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC-MG), em 29º lugar, e União das Escolas do Grupo Faimi de Educação (Faimi-SP), 46º lugar.

A lista é liderada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com 69,44% de aprovados no exame. Dos 36 bacharéis que prestaram a prova, 25 foram aprovados. Na última edição do Exame de Ordem, a UFS já estava entre as primeiras colocadas: com 55,1% de aprovação, aparecia em 11º.

Para o chefe de departamento do curso de Direito da UFS, José Anderson Nascimento, a mudança da matriz curricular, o maior número de atividades extracurriculares (práticas e científicas) e a presença de um Fórum dentro do câmpus contribuíram para o bom resultado. “Nossos alunos estagiam e têm obtido bons resultados não só nos exames da OAB, mas também nos demais concursos públicos jurídicos”, afirma.

Em segundo lugar entre as que mais aprovam, aparece a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 64,71% de aprovação – dos 51 inscritos presentes, 33 foram aprovados. A UFMG era a 3ª melhor colocada na edição anterior e tinha índice de 65,32% de aprovação.

Em um ranking liderado por universidades federais – 13 das 50 melhores são estaduais –, a Universidade de São Paulo (USP) aparece em 3º lugar, com 63,76% de aprovados, índice semelhante ao obtido na última edição, 63,46%.

Entre as 50 que mais aprovaram na OAB, apenas três são paulistas: USP, Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Faimi, particular. “Noto que há muito interesse e participação (no exame) em outros Estados. Apesar do gigantismo de São Paulo, não somos os melhores”, destaca Antonio Magalhães Gomes Filho, diretor da Faculdade de Direito da USP.

Instituições particulares tradicionais que estavam no top 50 da última edição (contando os estudantes), como a Universidade Presbiteriana Mackenzie, as Escolas de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e as PUCs de São Paulo e Rio de Janeiro tiveram menos de um terço dos bacharéis inscritos aprovados. 

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