Ensino integral é positivo quando contribui para desenvolvimento das crianças, diz especialista

Brasília - Frequentar a escola em dois turnos é uma prática cada vez mais comum tanto na rede privada quanto na rede pública de ensino. Entretanto, para que isso se reflita em desenvolvimento dos alunos, a psicóloga Iolete Ribeiro, conselheira do Conselho Federal de Psicologia, acredita que as atividades ofertadas além do curso devem ser variadas.

Agência Brasil |

Brasília - Frequentar a escola em dois turnos é uma prática cada vez mais comum tanto na rede privada quanto na rede pública de ensino. Entretanto, para que isso se reflita em desenvolvimento dos alunos, a psicóloga Iolete Ribeiro, conselheira do Conselho Federal de Psicologia, acredita que as atividades ofertadas além do curso devem ser variadas.

A ampliação do turno escolar só é positiva quando as atividades oferecidas são diversificadas e contribuem para o desenvolvimento físico, criativo e social da criança, afirma.

Outro aspecto importante para que o ensino integral funcione é a estrutura da escola. Iolete explica que um bom espaço físico também é necessário para o ensino integral.

A escola tem que ter espaços para atividades diversas, espaços abertos, ao ar livre, recursos que possibilitem essas atividades.

O ensino em tempo integral ajudou a estudante Lorena Filomena Santos, 13 anos, a melhorar o desempenho no curso regular. Na escola pública em que Lorena estuda são oferecidas aulas extras de matemática e português, atividades físicas, culturais e educação ambiental.

Sua mãe, Doralice Santos, afirma que além da economia com o transporte, o ensino integral despertou o interesse da filha pelos estudos. É uma escola que vale a pena, porque não precisa pagar passagem duas vezes por dia. Antes, quando era só um turno, a Lorena era muito atrasada e agora ela tem mais vontade de estudar.

Para superar a falta de recursos, a escola em que Lorena estuda, o Centro de Ensino Fundamental 09, localizado na cidade satélite de Taguatinga, a 30 quilômetros de Brasília, firmou parcerias com a comunidade para utilizar a quadra de esportes de uma igreja e o espaço de um parque ecológico para as aulas de educação ambiental. Os dois locais ficam próximos à escola.
O secretário de Ensino Integral do Distrito Federal, Marcelo Aguiar, explica que o sistema de ensino integral está sendo implantado há dois anos de forma gradual e que por isso ainda falta uma estrutura física melhor.

Achamos que não é necessário ter a construção de grandes estruturas para você ter a educação integral com resultados. Estamos partindo das estruturas existentes, fazendo adaptações, sem precisar fazer grandes obras. Nós estamos trabalhando com a cabeça dos alunos em vez da estrutura física.

Para a servidora pública Mônica Guerra Romão, mãe de Fernanda, 10 anos, e de Bernado, 7 anos, deixar os filhos o dia inteiro na escola é sinal de tranqüilidade e comodidade. Aqui tem outras atividades que eu procuraria fora, mas não teria tempo de ficar levando para um lado e para o outro, afirma Mônica.

No colégio particular onde as crianças estudam em tempo integral são oferecidas aulas de judô, natação, balé, futsal, basquete, inglês e robótica.

A coordenadora do turno integral, Leninha Morais, explica que muitas famílias procuram a escola pela facilidade de ter diversas atividades oferecidas em um único local.

Acredito que seja uma tendência, em função da logística que dificulta quando a família precisa levar os filhos de uma atividade para a outra. Oferecer todas essas opções em um mesmo ambiente facilita para as famílias e oportuniza uma educação integral para a criança, que melhora a auto-estima, desenvolve diversos talentos e aprende a ser mais independente, explica.

Mônica diz que deixar os filhos o dia inteiro na escola não prejudica o convívio familiar. Ela acredita que eles aprenderam a ser mais independentes e disciplinados, pois na escola são responsáveis pela organização de seus materiais e pelos horários das atividades.

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