Questões do Enem usadas em simulado eram de pré-teste feito em 2010

Ao todo, 100 mil estudantes de 40 municípios diferentes testaram questões que viriam a cair no Enem no futuro

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

As questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que apareceram em um simulado do Colégio Christus, em Fortaleza faziam parte do pré-teste feito em 2010 para medir a dificuldade de perguntas antes de usá-las em edições futuras da prova. Participaram deste processo 100 mil alunos que então cursavam o último ano do ensino médio em 40 cidades.

Em teoria, havia o mesmo grau de segurança do próprio Enem e os alunos que fizeram a prova não puderam ficar com os cadernos. As imagens que circulam na internet mostram um teste fotografado.

A aplicação de 2010 custou ao Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) R$ 6,2 milhões – seis vezes mais do havia pago para testar questões a 50 mil alunos um ano antes. A metodologia aplicada no Enem, chamada de Teoria da Resposta ao Item (TRI) se baseia na montagem de um banco de dados que permita assegurar que provas diferentes tenham o mesmo nível de dificuldade.

Até o ano passado, o Ministério da Educação dizia que seriam necessários alguns anos de teste para garantir esta isonomia. A partir de então, questões de testes anteriores poderiam reaparecer em futuros exames. Depois da necessidade de aplicação de nova prova por conta de falhas de impressão e erro no cabeçalho do gabarito , o MEC afirmou que o TRI já funcionava.

O Colégio Christus confirmou que pelo menos nove questões usadas no Enem aplicado a 4 milhões de pessoas no fim de semana estavam em um simulado aplicado uma semana antes a seus alunos. Segundo o diretor, elas estavam em um banco feito por professores e sugestões de alunos.

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