Prejudicadas na 1ª prova do Enem perdem substituta por atraso

Em Curitiba, três candidatas que tinham direito a refazer o exame chegaram alguns minutos atrasadas e pegaram os portões fechados

Marina Morena Costa, enviada a Curitiba (PR) |

Elas receberam provas com problemas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. Tiveram o resultado prejudicado. Reclamaram. Viveram um mês de angústia sem saber se poderiam refazer o teste. Foram selecionadas pelo Ministério da Educação (MEC) para fazer a prova substituta nesta quarta-feira. E se atrasaram.

Robertson Cesar Luz/Fotoarena
A cozinheira Cristiane, que chorou ao ver vídeo de paulistana que perdeu Enem, chegou atrasada para prova substituta
Os portões fecharam às 13h na Unibrasil, local de aplicação da segunda prova do Enem em Curitiba (PR), cinco minutos após o horário estipulado pelo Inep (12h55). Mesmo assim, a tolerância não foi o suficiente para três candidatas. Elas se atrapalharam no campus da universidade, quem tem seis blocos, e perderam a segunda chance de refazer o exame.

A cozinheira Cristiane Oliveira de Almeida deixou o restaurante onde trabalha às 11h desta quarta-feira, mas não conseguiu percorrer o trajeto de 14 quilômetros entre Ecoville e Tucumã, bairro onde fica a Unibrasil a tempo. “Quando vi o vídeo daquela estudante que perdeu o Enem em São Paulo , chorei junto com ela. Agora sou eu quem está na mesma situação”, lamenta Cristiane, que deseja cursar gastronomia.

Robertson Cesar Luz/Fotoarena
Tatiana, que no Enem pegou uma prova com questões repetidas, se perdeu dentro da faculdade e não conseguiu fazer prova substituta
A distância entre o portão principal e os blocos 4 e 5 do campus da Unibrasil atrapalhou as estudantes Tatiana Brunicki e Michele Gonçalves. “Me perdi aqui dentro. O guarda da entrada não soube explicar direito”, reclama Michele, que faltou no trabalho para refazer o Enem. A atendente de telemarketing fez a primeira prova com 11 questões repetidas. “Aparecia o número 23 três vezes na minha prova”, conta.
Tatiana trabalha como atendente em um pensionato e preferia que a prova fosse aplicada em um fim de semana. “É muito ruim. A gente se prepara e acaba acontecendo este tipo de coisa”, afirma.

Prova x trabalho
Por ser aplicada em um dia de semana, a nova prova do Enem trouxe complicações para vários estudantes. Patrícia Souza Santos teve que negociar uma folga com o chefe para chegar a tempo para o exame. “Trabalho meio período, a tarde, e vou compensar as horas durante a semana de manhã”, conta. A estudante faz estágio em uma indústria e quer estudar engenharia mecânica.

Pedro Cardoso também enfrentou o mesmo dilema. “Nem todo mundo aceita a declaração que o Inep vai dar. Terei que compensar as aulas”, relata o estudante que trabalha como vendedor em uma loja de shopping.

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