Para governo, não é preciso anular o exame de sábado

Presidente do órgão diz que explicará motivos para manter exame à defensoria. Em dois dias, total de prejudicados será conhecido

Priscilla Borges, iG Brasília |

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim José Soares Neto, afirmou ao iG que não “vê possibilidade de cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)” por causa das falhas de impressão nas provas amarelas do sábado ou por causa da ordem invertida do cabeçalho nos cartões de respostas dos candidatos .

Segundo ele, todas as explicações sobre quantidade de alunos afetados e possibilidade de aplicar o exame para apenas parte dos candidatos novamente garantindo isonomia de disputa serão dadas à Defensoria Pública da União, que protocolou junto ao Ministério da Educação uma recomendação para anular as provas aplicadas no primeiro dia do Enem.

“Vamos dar todas as informações aos defensores. Não há necessidade de cancelar as provas, porque o exame transcorreu de forma tranqüila para a ampla maioria dos candidatos”, afirmou. Ele alega que a metodologia utilizada na elaboração das provas do Enem – a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – permite que provas diferentes sejam elaboradas garantindo a isonomia de condições, porque elas são comparáveis.

Segundo Neto, a gráfica RR Donnelley informou ao Inep que 21 mil provas foram impressas de forma incorreta e, em dois ou três dias, divulgará para quais locais os cadernos incorretos foram distribuídos. Ele diz que o instituto instruiu os fiscais de provas para que trocassem os testes errados e, por isso, ele acredita que o número de prejudicados será pequeno. Estima-se algo em torno de 2 mil estudantes nessa situação, mas o número não pode ser confirmado, de acordo com o presidente do Inep.

Revisão

Neto diz que os técnicos do Inep revisaram a chapa em que as provas foram impressas e elas estavam corretas. O problema teria ocorrido na montagem dos cadernos. “A revisão das chapas foi feita pelo Inep, mas o processo de produção é muito complexo não dá para conferir todos os 10 milhões de cadernos de prova um a um”, disse.

Neto confirmou que a ideia inicial é aplicar as provas aos estudantes prejudicados entre o fim de novembro e o início de dezembro, mas garantiu que as datas não foram definidas ainda. No caso dos estudantes que responderam de maneira invertida o cartão de respostas, o presidente do Inep disse que eles poderão solicitar correção também invertida por meio do site do Enem a partir desta quarta-feira.

“Todo processo humano é passível de falhas. O que temos de fazer é tratar as falhas de forma que ninguém seja prejudicado.

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