Inep garante que cronograma do Enem será cumprido

Licitação para escolher empresa que vai imprimir provas foi suspensa após gráfica desclassificada recorrer à Justiça

iG São Paulo |

Apesar da suspensão pela Justiça do processo de escolha da empresa que vai imprimir as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização do Enem, garante que o cronograma para a realização da prova deste ano está sendo cumprido. O exame está marcado para os dias 6 e 7 de novembro.

A licitação para definir a empresa que vai imprimir o Enem foi suspensa temporariamente após a gráfica vencedora do pregão, que foi desclassificada pelo Ministério da Educação (MEC), impetrar um mandado de segurança e conseguir uma liminar que adia o pregão eletrônico até o dia 16 de agosto, quatro dias depois da data marcada para o começo da pré-impressão das provas, que deveria terminar no dia 27. Com a aprovação do trabalho, no dia 28, o início da impressão ocorreria no dia 30.

Segundo nota divulgada pelo Inep, a “Gráfica Plural foi inabilitada porque os atestados de capacidade técnica apresentados pela empresa não atenderam às exigências do edital”. A autarquia do MEC responsável pelo exame também afirma que a “Gráfica Plural recorreu à Justiça Federal, em Brasília, que apesar de não ter concedido liminar, sobrestou o processo licitatório e solicitou informações ao Inep, que deve encaminhar sua posição nos próximos dias”.

A Gráfica Plural foi responsável pela impressão do exame no ano passado. Foi de lá que os cadernos de prova foram roubados às vésperas da aplicação do Enem, causando o adiamento da prova. Em nota emitida no fim da tarde da quarta-feira, dia 11, a gráfica afirma que cumpriu todas as exigências e que não passou por vistoria do MEC .

Sucessão de falhas

No ano passado, o Enem foi cancelado às vésperas da sua realização porque a prova foi roubada de dentro da gráfica que imprimia o material. Toda o esquema de aplicação da prova teve que ser remodelado. O exame foi aplicado dois meses depois com um índice recorde de abstenção. O curto tempo de planejamento e execução foi apontado como um dos fatores que desembocaram no vazamento da prova.

Já na última semana, o Enem foi alvo de mais uma polêmica. Uma falha do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) permitiu acesso livre aos dados pessoais de 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do exame . Os estudantes cadastrados tiveram informações como nome, RG, CPF, data de nascimento e nome da mãe expostos em links abertos no site da entidade.

* Com as agências Estado e Brasil

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