Haddad vai ao Senado prestar esclarecimentos sobre o Enem

Ministro foi convidado a participar de audiência pública. Ele defende a realização das provas, apesar dos problemas ocorridos

iG Brasília |

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu, mais uma vez, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicados nos últimos dias 6 e 7 de novembro, não seja cancelado por causa dos problemas enfrentados pelos estudantes durante as provas. Problemas de impressão nas provas e nos cartões de resposta têm levantado polêmicas sobre a credibilidade e segurança do exame.

Haddad participou de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, nesta terça-feira. O ministro respondeu a questionamentos por mais de três horas. “Nenhum sistema dessa proporção está imune a problemas técnicos por falha humana ou eventos da natureza, ou a combinação das duas coisas. Já houve problemas de causas naturais; de distribuição; problemas do Inep (órgão do MEC responsável pela prova); com o Cespe e a Cesgranrio (consórcio que aplica a prova), as únicas capazes de realizar um evento dessa magnitude. Nas edições do Enem, sempre houve um problema técnico que tivéssemos de enfrentar. Mas sempre que há problema, há solução cabível, que não seja o cancelamento da prova”, afirmou.

nullO ministro apontou números para explicar o tamanho do exame, que recebeu 4,6 milhões de inscrições e foi aplicado em 9 mil locais de provas no mesmo dia. Haddad ressaltou que o Enem precisa ser aperfeiçoado ao longo do tempo, mas afirma que as falhas são superáveis. “Estamos falando de instituições que respondem por um desafio enorme no nosso País. Há razões para preocupação, evidente, mas estamos fazendo algo para o bem do Brasil”, disse.

Para Haddad, a aplicação da prova como substituição aos vestibulares tradicionais deve ser enfrentada como necessária para a educação brasileira. “É imprescindível que o Brasil supere um dos maiores traços idiossincráticos do nosso País, que é o vestibular como única porta de entrada para a universidade. Alguém precisava enfrentar esse bicho”, afirmou. “Não é um empreendimento qualquer, que espero que o debate se dê nesse contexto. Ninguém se furtou a enfrentar as dificuldades apresentadas ao longo do processo”, reforçou.

Segundo ele, seria mais fácil não “assumir esse desgaste e a responsabilidade de acabar com o vestibular”. “Ninguém no MEC pensa assim. O pedido que eu queria ser feito é que se preserve as instituições. Os indivíduos vão e vêm, mas as instituições não. Elas precisam ser preservadas. Elas estão fazendo tudo o que lhes cabe fazer para superar questões pontuais”, ressaltou.

    Leia tudo sobre: educaçãoenemhaddadsenado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG