Haddad afirma que MEC vai investigar falhas internas no SiSU

Ministro da Educação disse que não houve problemas de planejamento, mas demora na correção de instabilidades do sistema

Priscilla Borges, iG Brasília |

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o ministério vai investigar os problemas enfrentados pelos estudantes para se inscrever no SiSU – que apresentou instabilidade no acesso durante o período de inscrições. O ministro garantiu que não houve planejamento incorreto da estrutura necessária para atender a demanda. “A versão de que faltou planejamento é equivocada. Encomendei um laudo para apurar os motivos da instabilidade. Nossa suspeita é que houve falha na configuração de uma máquina”, disse. Ele espera respostas da auditoria em menos de 30 dias.

Em coletiva realizada na noite desta sexta-feira, o ministro anunciou a queda de todas as liminares que corriam nos tribunais de primeira instância . O Superior Tribunal de Justiça decidiu centralizar as decisões e manter o cronograma do MEC para o sistema.

Segundo o ministro, não há previsões de mudanças de pessoal na Diretoria de Tecnologia de Informação, responsável pelo gerenciamento do programa. “Houve uma oscilação no domingo, detectada, que não foi corrigida. A pergunta é por que ela não foi corrigida a tempo. E por isso pedi a auditoria”, informou. Ele lembrou que o site está funcionando de maneira estável com as inscrições do Programa Universidade para Todos (ProUni). Mais de 300 mil estudantes já se candidataram às bolsas nesta sexta-feira, primeiro dia de inscrições.

Reunião com a presidenta

Haddad contou que a reunião que teve na tarde desta sexta com a presidenta Dilma Rousseff foi marcada para a apresentação de demandas necessárias para reforçar os sistemas que dão acesso ao ensino superior. Segundo ele, Dilma colocou a tecnologia da Presidência da República e recursos financeiros à disposição do MEC. Para o ministro, o importante agora é fortalecer diferentes modelos de contratação de pessoal e serviços.

“Precisamos fortalecer equipes envolvidas nesses projetos. Hoje temos à disposição para contratar um diretor de tecnologia uma vaga comissionada cujo salário não atrai pessoal com experiência para isso (cerca de R$ 9 mil mensais)”, afirmou. Haddad disse que o problema não acontece só no MEC e reforçou a necessidade de definição jurídica do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe), um dos responsáveis pela aplicação e correção do Enem.

Haddad lembrou que o órgão é responsável pelos concursos públicos realizados por toda a Esplanada dos Ministérios, exames da Ordem dos Advogados do Brasil, avaliações e não está institucionalizado como empresa pública ou autarquia pública, por exemplo. “A precariedade institucional do Cespe é incompatível com os concursos que realiza. Quero discutir esse modelo”, afirmou.

Por fim, o ministro lamentou os percalços que os sistema de seleção causou aos alunos e ressaltou que os ajustes serão feitos para que o projeto, que ele considera importante para o País, não seja prejudicado.

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