“Greve acabou ajudando”, diz estudante cearense

Ano letivo na escola de Ilano Sousa ficou interrompido por dois meses, mas professores deram aulas específicas para o Enem

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Daniel Aderaldo
Ilano Souza diz que se preparou bem para o Enem com aulas específicas durante a greve de professores
As consequências da greve dos professores do Ceará foram positivas para o estudante Ilano Sousa, 16 anos. Durante os 63 dias de paralisação os professores da escola onde ele estuda deram aulas específicas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) . “A greve ajudou. Não precisei me preocupar com provas, trabalhos e tarefas de casa”, conta.

Ilano quer ingressar no curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele estuda na Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra, localizada no Bairro de Fátima. Como o iG mostrou há um mês, cerca de 20 professores grevistas da escola se revezaram durante toda a greve em aulas, simulados e plantões de redação no auditório da instituição de ensino. “A gente acabou ficando mais focado no Enem. Estou otimista. Acho que foi uma vantagem”, pondera.

A estudante Angélica Abreu de França, 16 anos, matriculada no 3º ano da Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Moreira de Sousa, concorda com Ilano. Para ela, a greve também acabou sendo uma vantagem, mas em relação aos concorrentes da rede estadual com quem vai disputar uma vaga no curso de Secretariado da UFC. É que na escola dela, apesar de pertencer ao Estado, não parou. A instituição é uma das escolas de referência de tempo integral. “Continuei tendo aula manhã e tarde.
Depois, chegava em casa e estudava mais uma hora. Mas amigas minhas de outras escolas ficaram paradas todos esses dias”, compara.

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Colégio de Anderson Maciel de Sousa está em greve há 3 meses. "Vai ser difícil entrar em algum curso concorrido", diz
Anderson Maciel de Sousa, 17 anos, não é da rede estadual de ensino, mas não tem o que comemorar. Ele faz Eletrotécnica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), em greve há cerca de três meses. “Estou estudando em casa com ajuda dos livros e da internet. Acho que vai ser difícil entrar em algum curso concorrido”, lamenta. Ela ainda não decidiu em qual curso da UFC quer ingressar.

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