Governo pagará R$ 167 mil por certificação do Enem pelo Inmetro

Pagamento à Fundação Universidade de Brasília (FUB) para aplicação do exame também foi liberado pelo Tribunal de Contas

iG São Paulo |

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) pagará R$ 167 mil ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), contratado para acompanhar e certificar todas as etapas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. Da matriz da prova até a aplicação dos testes e a publicação dos resultados, o Inmetro vai verificar se os procedimentos de segurança e qualificação foram atendidos .

Além do Inmetro, participa da edição 2011 do Enem a empresa especializada em gestão de risco Módulo. Com isso, o Inep pretende evitar os problemas ocorridos nas provas de 2009 e 2010. No ano passado, erros de impressão em cadernos de prova e folhas de resposta tumultuaram o exame, que teve que ser reaplicado para um grupo de estudantes prejudicado . Em 2009, o furto de um exemplar da prova, nas dependências da gráfica contratada para imprimir o material, provocou o adiamento do certame.

Pagamento autorizado
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o Inep a liberar pagamentos à Fundação Universidade de Brasília (FUB), ligada ao consórcio Cespe/Cesgranrio, para aplicação do Enem. Em agosto, o tribunal havia suspendido os pagamentos por indício de sobrepreço na aplicação do exame e pelo fato de a fundação ter sido contratada sem licitação.

Segundo o TCU, porém, as informações fornecidas pelo Inep apontam que o custo do Enem 2011 é superior em 30% em relação ao de 2010. Segundo o instituto, isso se deve ao fato de que foi preciso investir na área de segurança e sigilo do exame. Ainda de acordo com o Inep, caso ainda haja sobrepreço, os valores poderão ser compensados em 2012.

O TCU entendeu que a suspensão dos pagamentos do contrato poderia comprometer o Enem 2011, marcado para os dias 22 e 23 de outubro, tendo em vista as várias etapas executadas e a inscrição de cerca 5,4 milhões de estudantes. Além de ser pré-requisito para quem quer disputar uma bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos (ProUni), a nota da prova pode ser usada para ingressar em universidades públicas que incluíram o Enem em seus processos seletivos.

*Com informações da Agência Brasil

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