Falhas geram nervosismo no 2º dia do Enem em Belo Horizonte

Candidatos mineiros ficaram mais ansiosos por causa dos erros de impressão de uma das provas

AE |

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A trégua na chuva durante toda a manhã e início da tarde de hoje (07) fez com que os estudantes que participam do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tivessem menos problemas que ontem para chegar aos locais de provas em Belo Horizonte. Porém, parte deles estava ainda mais ansiosa que no primeiro dia, principalmente quem fez a prova amarela, que no sábado tinha diversos erros no material impresso.

Era o caso de Cleidiane Lourenço, de 20 anos. Ela faz o Enem de olho em uma vaga no curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que adotou o exame como a primeira fase do vestibular. "O fiscal explicou um monte de coisas ontem, mas eu estava tão nervosa que no início nem vi os problemas. Marquei várias questões erradas e só deu tempo de corrigir algumas", contou.

Apesar de já ter participado de outras edições do Enem, a jovem afirmou que dessa vez estava mais nervosa, temendo novos erros na prova deste domingo. A ansiedade, aliada ao medo de perder a hora depois do caos que se formou no tráfego da capital no sábado, fizeram com que Cleidiane nem conseguisse almoçar antes da prova.

"Tomara que não tenha mais problema hoje. E quero ver como vão resolver isso, porque muita gente vai sair prejudicada", disparou, enquanto comia às pressas um cachorro-quente na entrada da Escola Estadual Governador Milton Campos, o Estadual Central, uma das maiores da capital.

No mesmo local, o funcionário público Flávio Ribeiro Alves aguardava a Polícia Militar no início da tarde para registrar um boletim de ocorrência sobre os problemas encontrados na prova feita pela filha, Camila Glória dos Santos, de 21. Alves teme que ela seja prejudicada na seleção para o curso de Letras da UFMG por causa dos erros no material do exame.

"Ela chegou a trocar o caderno de prova, mas a outra também estava com problema. Dependendo do que decidirem em Brasília, entro na Justiça contra esse exame. Vou registrar a ocorrência porque não falam nem o nome dos fiscais que estão nas salas e posso precisar de testemunhas. Só não vou deixar ela (Camila) ser prejudicada por causa de um erro deles", observou, referindo-se à organização do Enem.

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