Erro no cartão-resposta causa desconfiança, dizem estudantes

Candidatos reclamam da organização do Enem, relembram fraude de 2009 e até questionam exatidão de questões da prova

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

O erro de impressão no cartão-resposta da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) causou insegurança e desconfiança entre os estudantes. No cartão no qual os candidatos deveriam marcar as respostas, as provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza estavam em campos trocados.

Em algumas salas das Faculdades Integradas Rio Branco, na Lapa de Baixo, zona oeste de São Paulo, os fiscais avisaram os candidatos sobre o erro antes do início da prova, mas em outras, os estudantes só foram alertados após 15 minutos de exame. “O fiscal chegou a dizer que iriam ligar para a direção do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, órgão responsável pelo Enem) e que poderiam cancelar a prova”, diz a estudante Maria Carolina Alves, de 17 anos. A estudante conta ainda que a notícia chegou a causar um certo nervosismo entre os candidatos, mas que, pouco tempo depois, veio a orientação para seguir a ordem dos números.

Flávio Torres
As candidatas Mônica e Mychelle: erro no cartão-resposta causou desconfiança e sensação de folta de organização
Já na sala de Natalia de Almeida, de 24 anos, os fiscais avisaram sobre o problema no início do exame. “Disseram para seguir a seqüência dos números e ignorar o os nomes das provas. Mas só fiquei tranquila mesmo quando cheguei em casa e vi na internet que era um erro que havia acontecido no país inteiro e que eles iriam corrigir de acordo com a ordem”, lembra Natalia.

A professora de biologia Mychelle Salgado, de 24 anos, considerou uma grande “falta de organização” a falha no cartão-reposta. Mônica Gomes da Silva, de 50 anos, destaca que, pelo menos neste ano, não houve fraude. “Para mim o pior ponto do Enem foi ter sido colocada para fazer prova longe de casa”, reclama. Mônica pegou quatro conduções para chegar ao local de prova, dois ônibus e dois trens. A viagem começou às 8h e durou duas horas e meia.

Para Michele Silva, de 18 anos, o erro causou desconfiança em relação ao exame. “Achei que tinha umas perguntas sem lógica, sem resposta certa. Se erraram no cartão-resposta, podem ter errado na prova também”, questiona.

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