Enem termina sem incidentes e abstenção cai, diz Ministério

Diferentemente de 2009 e 2010, realização de provas de 2011 foi tranquila e dá impulso a candidatura de ministro em SP

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O Ministério da Educação (MEC) avaliou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano terminou sem incidentes. O resultado pode ser considerado um sucesso se comparado com as edições de 2010 e, principalmente, de 2009.

Veja também: Enem pode ganhar mais funções após edição deste ano

O MEC também comemorou a queda da abstenção. "Encerrada a aplicação das provas, a edição de 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou abstenção média de 26,4%, índice menor do que a média do ano passado, de 28%", diz a nota oficial.

O único incidente questionável ocorreu neste domingo, com a divulgação antecipada do tema da redação por um site antes do prazo mínimo de saída dos candidatos . Mesmo assim, o MEC ressaltou que não houve quebra de sigilo.

Do ponto de vista político, a falta de problemas graves no Enem de 2011 é uma vitória do ministro Fernando Haddad (Educação), que pretende disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PT no ano que vem . Neste domingo, ele preferiu não conceder entrevista coletiva sobre a realização das provas.

Principal defensor do Enem como critério para o ingresso de alunos nas instituições federais de ensino, Haddad teve o cargo ameaçado após problemas na realização do exame em anos anteriores.

Em 2010, houve problemas na impressão na folha de respostas de uma das provas. Parte dos estudantes pediu para refazer a prova e o MEC teve de autorizar. Outro problema no ano passado foi a divulgação dos dados dos candidatos na internet em janeiro.

AE
O ministro da Educação e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad
Em 2009, MEC enfrentou seu momento mais crítico em relação ao Enem. Poucos dias antes da aplicação do exame, descobriu-se que as provas haviam sido furtadas de uma gráfica em São Paulo . Com isso, a data do exame foi alterada de outubro para dezembro.

Twitter e boatos

Este ano, 11 candidatos foram desclassificados porque usaram o Twitter para fotografar ou fazer comentários dentro do local das provas. Também houve boatos sobre o vazamento do tema da redação, que o MEC desmentiu. O órgão disse que é difícil identificar quem iniciou a boataria.

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