Enem precisa ocorrer mais de uma vez por ano, diz Haddad

Ministro reforçou que exame não se sustenta nos moldes atuais e garantiu que está apurando responsáveis pelas falhas

iG Brasília |

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não pode continuar sendo aplicado apenas uma vez ao ano. É o que defendeu o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta terça-feira durante audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. O ministro foi convidado a dar explicações sobre as falhas ocorridas na aplicação das provas nos dias 6 e 7 de novembro.

“Com toda a razão, o modelo não se sustenta com uma prova ao ano. Estávamos programados para fazer duas provas em abril ou maio de 2010, mas fomos surpreendidos pelo vazamento da prova da Ordem dos Advogados do Brasil, feita pelo Cespe. Ficamos de sobreaviso, aguardando o fim do inquérito da Polícia Federal. Não poderíamos aplicar a prova com a possibilidade do envolvimento de servidores do Cespe. Mas o inquérito desonerou os servidores e voltamos às negociações”, afirmou.

“Poderia ser temerário continuar a aplicação da prova no primeiro semestre. Talvez eu tivesse de responder aqui agora: ‘como você realiza a prova do Enem sem aguardar o fim do inquérito?’”, ressaltou o ministro. Ele respondia às perguntas da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que perguntava como manter o Enem nos atuais moldes com segurança. A senadora pediu explicações sobre como os estudantes prejudicados serão atendidos e precauções do futuro.

A senadora provocou o ministro ainda sobre os responsáveis pelos erros. “De quem é a culpa por tudo isso? Por que o senhor minimizou o problema e só se pronunciou 48 horas depois dos problemas do exame?”, questionou. O ministro retrucou afirmando que há problemas e que serão resolvidos. Garantiu que todos os estudantes serão atendidos, mas que ainda não há datas definidas sobre a nova prova, que dependem da identificação dos estudantes prejudicados.

“O cronograma do edital será mantido”, garantiu. Ele reiterou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo exame, está apurando os responsáveis pelas falhas na aplicação das provas no dia 6 e 7 de novembro.

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