Enem: estudantes fazem protesto pacífico no Recife

Candidatos reclamam da proibição do uso de lápis e relógio durante a prova

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Em Pernambuco, onde mais de 200 mil estudantes estão inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o clima na entrada dos locais de prova era de tranquilidade, apesar de alguns protestos contra as regras estabelecidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação e responsável pela realização do exame.

No centro do Recife, o estudante Breno Fernandes, 22 anos, chegou ao local onde realizará as provas com uma camisa pintada à mão com uma mensagem ao ministro da Educação. Em letras pretas, a pergunta: Dificultar a vida dos estudantes é justo? Questionado sobre o protesto, ele não poupou nas reclamações. "Os organizadores têm obrigação de cercar o exame de segurança, mas isso não significa que tenhamos que ter prejuízos na nossa concentração. Já pensou o atrapalho que vai ser os estudantes chamando os fiscais de cinco em cinco minutos para saber que horas são?", destacou ao se referir à proibição feita pelo Inep, do uso de relógios, sejam pelos estudantes ou nas paredes das salas.

Solidária ao inusitado protesto, Maria Liana Seabra, 19, que também fará provas no local, desenhou com uma caneta esferográfica um relógio em seu pulso. "Ele tem razão. A maioria dos estudantes inscritos discorda dos exageros, mas a maioria fica calada e assim nada vai mudar. Por isso resolvi aderir ao protesto", sentenciou. O balanço parcial do Inep na Região Metropolitana do Recife aponta o atraso de 15 alunos, que chegaram aos locais de prova após o fechamento dos portões, às 13h.

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