Enem: Estudantes do DF reclamam, mas não consideram erro decisivo

Candidatos em Brasília criticaram organização e erro nas provas, mas não consideram que gabarito seja crucial no desempenho

Severino Motta, iG Brasília |

Estudantes ouvidos pelo iG em Brasília fizeram críticas à organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que apresentou erro no cartão de respostas. Apesar do incidente, não consideraram que a falha seja crucial no desempenho da prova.

Severino Motta
Marcela Santos Vilela (esq.) e a colega Larissa Corsatto responderam gabarito na ordem numérica, em Brasília
De acordo com Merlim Coppe, de 19 anos, que pretende cursar filosofia, sua sala foi avisada sobre o problema no cartão de resposta e os alunos o preencheram corretamente. “Não tive problemas, e acho que o Enem está fácil”, disse. 

Quem também não protestou contra o erro foi Larissa Corsatto, de 18 anos, que busca uma vaga na medicina. “Não reparei muito no enunciado. Segui a ordem numérica. Depois que iniciei o preenchimento avisaram na classe, mas não tive problema”. 

Uma colega da estudante, Marcela Santos Vilela, de 18 anos, que também quer medicina, seguiu a linha da amiga. “Não tive dificuldade, avisaram na minha classe antes de começar a prova”. 

Ricardo Possuelo, de 17 anos, que pretende cursar engenharia ambiental, também não reclamou do cartão de respostas. “Para mim não fez diferença. Na classe falaram para não levar em conta o enunciado e marcar na ordem. Foi o que fiz”, disse.

Falta de informação

Apesar de não considerar a falha no cartão de resposta determinante para o resultado do Enem, alguns estudantes criticaram a falta de informação e desorganização do exame. Segundo Rayanne Torres, de 19 anos, deveria haver mais atenção com o Enem, visto que no ano passado a prova chegou a ser roubada. 

“Na minha classe mandaram preencher como quisesse e depois entrar com recurso. Não explicaram que era pra preencher na ordem numérica. Eu, por sorte, preenchi certo”, disse. 

A orientação dada por fiscais da classe Pedro Gabriel, de 18 anos, também não fora as melhores. De acordo com ele, uma fiscal disse que o preenchimento deveria ser inverso. “Quando entreguei minha prova, ela falou que eu deveria ter feito ao contrário. Disse ainda ‘sinto muito’ agora você vai ter que entrar com recurso. Saí bem estressado, mas ainda bem que fiz na ordem certa”, disse. 

Mais problemas aconteceram na classe de Pedro Henrique Moreira, de 17 anos, pretendente do curso de engenharia mecatrônica. Como a orientação da fiscal não foi clara, parte dos alunos preencheu de acordo com a sequência numérica, parte inverteu o cartão de resposta. “Teve quem inverteu e quem não inverteu, foi uma bagunça”, disse.

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