Enem: 160 supervisores treinaram 3,2 mil corretores da redação

Em nota no site da Universidade de Brasília, órgão responsável pela prova esclarece correção, que gerou polêmica no último exame

iG Brasília |

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB) divulgou nota no site da instituição para esclarecer como as redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são corrigidas. O órgão é o responsável pelo processo, que gerou polêmica e ações na Justiça exigindo revisões nessa última edição do exame.

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De acordo com o Cespe, 160 supervisores treinaram 3,2 mil corretores em todo o País. Cada um foi responsável pelo treinamento de 20 corretores. Todos eram professores graduados em Letras e passaram por um teste antes do período de correção. Eles tiveram de corrigir cerca de 50 redações – cujas notas já eram conhecidas pelos organizadores – para serem avaliados.

Com as informações, o Cespe tenta dirimir as críticas sobre possíveis falhas e incoerências na correção dos textos. Alguns estudantes conseguiram na Justiça o direito de revisão das correções e 129 estudantes tiveram notas alteradas . Apesar dos números, o órgão da UnB garante que o processo de correção é “criterioso”.

Segundo o centro, todos os textos foram corrigidos duas vezes e 379.784 (4,6% do total) passaram pela avaliação de três corretores. As notas das redações em que não houve discrepância de pelo menos 300 pontos nas avaliações de dos dois primeiros corretores – e que, portanto, não precisaram do terceiro – foram dadas pelas médias aritméticas das duas primeiras.

Cada corretor possuía uma senha para acesso a um sistema, onde todas as redações podiam ser acessadas eletronicamente. Os textos foram distribuídos em “envelopes eletrônicos”. Cada avaliador recebia de 100 a 200 provas por dia. Na nota , o diretor do Cespe, Ricardo Carmona, afirma que cada pacote continha duas redações que haviam sido corrigidas por uma banca de excelência do Cespe, sem que eles soubessem disso.

Esses textos eram usados também para avaliar a qualidade da correção de cada profissional. Se as notas dadas para eles não fossem próximas das atribuídas pela banca, o corretor era imediatamente descartado do processo. O conjunto de provas que havia passado por ele era direcionado a outra pessoa. Cerca de 300 foram dispensados. A avaliação dos corretores, em uma escala de 0 a 10, ficou em 8, de acordo com o Cespe.

Por fim, o Cespe faz questão de ressaltar que a metodologia de correção, que é chamada de recurso de ofício (a leitura por mais de um corretor), está legitimada por um acordo feito entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério Público.

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