Material não era 100% transparente e fiscal orientou estudantes a retirar caneta do tubo

Candidatos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último sábado em Gravatá, Pernambuco, tiveram que resolver a prova usando somente a carga da caneta.

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Caneta compactor não foi aceita como esferográfica transparente pelas fiscais em Gravatá (PE)
Reprodução
Caneta compactor não foi aceita como esferográfica transparente pelas fiscais em Gravatá (PE)
Segundo o estudante Eduardo Henrique Bezerra da Silva, de 19 anos, a fiscal de sua sala considerou que a caneta Compactor 07 de tubo fosco, que grande parte dos candidatos usava, não era transparente. A recomendação foi que os estudantes retirassem a carga da caneta do tubo plástico para fazer a prova.

“Eu tinha uma caneta bic, então apenas troquei de caneta, mas outros candidatos tiveram que fazer a prova segurando na carga”, relata Eduardo. O estudante afirma que muitos não conseguiram resolver os cálculos e reclamaram durante a prova.

O edital da prova do Enem exige que os estudantes usem somente “caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente”, mas não faz nenhuma exigência quanto à marca.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, afirmou que irá consultar a ata da sala onde Eduardo fez a prova, na escola Professor Antonio Farias, para depois se posicionar sobre o caso.

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