Diretores de associação de Instituições Federais defendem o Enem

Presidente e diretor da Andifes não veem necessidade de realizar nova prova

iG São Paulo |

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Madureira, e o membro diretor Targino de Araújo Filho, reitor da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), defendem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mesmo após a Justiça Federal ter suspendido o exame em todo o País na última segunda-feira. Madureira, que é reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), está em Maputo, Moçambique, acompanhando visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e declarou que "não há elementos para que se tome medidas para suspender a prova".

Para Targino, as soluções propostas pelo Ministério da Educação (MEC) para os problemas ocorridos com o cartão-resposta e com a prova amarela de sábado, que apresentava erro de montagem, são "suficientes e satisfatórias".

"O mais importante é preservar o Enem, que significa um avanço muito significativo no processo seletivo. Há uma melhoria muito grande na qualidade das provas. O Enem deste ano absorveu críticas e vem se aprimorando", destaca Targino. O reitor da Ufscar acredita que "nenhum aluno ficará prejudicado", pois o MEC permitirá que os estudantes recorram para ter a prova corrigida corretamente (no caso do cartão-resposta invertido) e oferecerá a alternativa de refazer a prova para os que tiveram os cadernos com erro .

Já o secretário executivo da Andifes, Gustavo Balduíno, não descarta a possibilidade de que algumas das 59 instituições ligadas à entidade desistam de usá-lo em seus vestibulares caso o calendário seja afetado. "Somos usuários de um serviço do MEC (Ministério da Educação). Caso esse serviço não atenda às expectativas, não há razão para que ele continue a ser adotado", afirmou Balduíno. Ele ressalta que a decisão é das instituições. "Muitas baseiam o processo seletivo apenas no Enem. Outras, usam o teste para compor uma média. Da mesma forma que elas são livres para incluir o Enem, também são livres para deixar de usá-los, caso assim julguem necessário."

Para Balduíno, é cedo para qualquer providência. "Há algumas dúvidas, que vão além do problema das provas. Como denúncias do uso de celular. Precisamos checar se isso procede, conversar com o MEC."

Lula

O presidente Lula avaliou o Enem 2010 como um “ sucesso extraordinário ", com mais de 3 milhões de participantes. "É muito difícil lidar com seriedade quando se tem pessoas que não agem com seriedade”, afirmou o presidente. De acordo com Lula, “não vai ser um ou outro caso que vai impedir o sucesso do Enem”, disse.

A visita de dois dias do presidente Lula a Maputo inclui uma aula magna na Universidade Pedagógica de Moçambique. A instituição é a primeira estrangeira a fazer parte da Universidade Aberta do Brasil (UAB), que capacita professores por meio do ensino à distância.

O acordo prevê, ao fim de quatro anos, a participação de mais de 7 mil estudantes em quatro cursos – gestão pública, pedagogia, matemática e biologia. Mais de 90 universidades brasileiras estão envolvidas na UAB. Os estudantes farão jus à dupla diplomação (os diplomas serão reconhecidos nos dois países) e os cursos terão metade do currículo desenvolvido em cada país.

* Com informações das agências Brasil e Estado

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