Defensoria Pública entra com ação para adiar 2º Enem

Alegação é de que o MEC fez "tudo ao contrário" ao marcar primeiro a data, depois os locais e só então avisar os interessados

iG São Paulo |

A Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro entrou nesta quinta-feira com ação para adiar a prova substituta do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O teste está marcado para a próxima quarta-feira e as pessoas ainda estão sendo avisadas se têm direito a fazê-lo ou não.

Para o defensor André Ordacgy, o MEC “fez tudo ao contrário” ao marcar primeiro a data, anunciar os locais e só então avisar quem fará o teste. “Eles não podem dizer que vão avisar dias antes por celular, mensagem, isso é sério, não pode ser tratado desta forma. Deveria apurar primeiro quantos terão direito a prova”, disse.

Ordacgy já havia encaminhado dois ofícios ao Ministério da Educação (MEC) pedindo para a prova não ocorrer em uma quarta-feira em que há outros vestibulares e pessoas que trabalham. “Eles sequer responderam”, conta.

Entre os exemplos de vestibulares, Ordacgy cita o de ingresso no ITA, na Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ) e as provas de habilidades específicas na Universidade de Campinas (Unicamp), na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), na Universidade Federal dos Estado de São Paulo (Unifesp) e na Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Só prova amarela dá direito a novo exame

O Ministério da Educação só deu direito a realizar um novo Enem aos alunos que receberam o lote de provas amarelas do 1º dia com erros de impressão e comunicaram isso ao fiscal. A escolha de quem vai refazer a prova foi feita pela análise das atas de cada sala. Prejudicados por outros erros na aplicação da prova reclamam.


    Leia tudo sobre: EnemOrdacgyDefensoria PúblicaRio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG