Candidatos ignoram avisos e levam lápis e relógio para o Enem

Camelôs aproveitam para vender caneta, chocolate e até itens proibidos como régua, lápis e borracha a estudantes esquecidos

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

Os avisos de que era proibido o uso de relógio e lápis foram insuficientes para candidatos que participam do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste sábado, em São Paulo. Houve quem passasse pelos portões com o objeto no pulso enquanto que, do lado de fora, os camelôs atendiam aos esquecidos e despreparados oferecendo caneta, lápis e borracha.

Caio Stecca, de 16 anos, chegou 20 minutos antes do fechamento dos portões e conferiu a hora olhando para o braço. "Tinha esquecido que não podia, eu coloco na mochila, tudo bem", comentou. Já André Baldrigue, 17, disse que vai usar seu relógio até o último minuto e acha absurdo não poder fazer a prova com o objeto. "Sou muito acostumado a usar, acordei e já coloquei. Em uma situação como esta de prova, eu olharia toda hora. O fiscal que estiver na minha sala vai ter que me dizer que horas são a cada 5 minutos ou eu vou perguntar", comentou.

O vendedor ambulante Gilvan Alves Medeiros, acostumado a trabalhar na porta de lugares em que ocorrem vestibulares e concursos, estava com o kit de sempre: "Chocolate, água, caneta, lápis, borracha e régua", gritava sem parar, mesmo depois que soube que a última metade do slogan era de itens proibidos. "Vendi bem menos, mas sempre tem gente que compra tudo", contou.

Neste ano, os alunos só podem ingressar nas salas de provas portando um documento de identificação original, cartão de confirmação da inscrição e caneta esferográfica preta. Não é permitido o uso de lápis, borracha, apontador, lapiseira ou grafite. Estão proibidos também calculadoras, livros, manuais, relógios, pagers, agendas eletrônicas ou similares, celular e quaisquer outros tipos de receptores e emissores de dados e mensagens.

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