Candidatos começam a terminar prova do Enem no Rio

Participantes só puderam deixar as salas duas horas depois do início do exame

Fábio Grellet, especial para o iG |

Passadas duas horas do início da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), os primeiros candidatos a concluir o teste puderam deixar suas salas no prédio da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), um dos locais onde o exame foi aplicado, na zona norte do Rio. As duas horas eram o período mínimo de permanência na sala.

O primeiro a concluir a prova foi Danilo Monteiro Ramos, 16 anos, que estava apenas treinando. “Estou no primeiro ano do Ensino Médio e fiz apenas para conhecer o Enem”, contou.

“Deu tempo de fazer tudo, mas as questões têm muito texto, é preciso ler bastante”, comentou o estudante, que mora na Cidade Nova, no centro do Rio, e pretende cursar Administração. “Não achei a prova difícil, mas tive que chutar algumas coisas que ainda não aprendi na escola”, afirmou ele, que é aluno de uma escola pública.

Logo depois de Ramos saiu Eric Kataoka, 18 anos, que já completou o Ensino Médio. “No meu caso, a prova é pra valer, mas acho que duas horas são suficientes para responder às questões”, disse. Kataoka reclamou da proibição de usar relógio - o tempo restante era anunciado pelos fiscais a cada 15 minutos. “Se estivesse com meu relógio seria mais fácil”, afirmou.

Segundo os estudantes, não houve incidentes em razão da proibição de usar lápis e borracha e telefone celular. “Se tivesse lápis e borracha seria melhor, porque tinha pouco espaço de rascunho, mas não foi um incômodo muito grande”, contou Kataoka.

Portões fechados

Logo que o portão da UERJ foi fechado, às 13h, um grupo de pessoas se reuniu em frente a ele na tentativa de entrar na universidade. Não eram candidatos que perderam a hora para o Enem, mas pesquisadores e alunos que tinham atividades previstas para o início da tarde.

“Deixei computadores ligados no laboratório de instrumentação, saí para almoçar e agora não posso voltar”, reclamou o pesquisador Josiel dos Santos, 36 anos. Ele trabalha com biomedicina e afirmou não ter sido avisado sobre o fechamento dos portões.

“Ainda bem que não programei nenhuma atividade mais perigosa. Dependendo da reação [química], sem meu controle direto, o laboratório poderia até explodir”, contou.

A dentista Lilian Chinem, 22 anos, saiu de Botafogo, na zona sul do Rio,  rumo à UERJ para assistir a sua aula semanal de um curso preparatório para concursos na área de odontologia. “Nem o professor conseguiu entrar”, reclamou.

Os portões só foram reabertos às 14h07, quando todos puderam retomar suas atividades.

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