Candidatos chegam ao 2º dia do Enem com expectativa para redação

Problemas de impressão nas provas de ontem preocupam alunos que participam das provas

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

A chegada dos candidatos para as provas neste segundo dia de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi mais calma que a desse sábado na maioria dos locais de prova. Passada a ansiedade do primeiro dia, restava a preocupação com os problemas de impressão encontrados nas provas de ontem e a expectativa para a redação. Além da prova dissertativa, os alunos respondem questões de Linguagem e Códigos e Matemática. Os portões já foram fechados, e a prova vai até as 18h30.

No campus da Unip Vergueiro, no bairro da Liberdade em São Paulo, Alef Montovani, 16 anos, que está no terceiro ano do ensino médio, acha a redação é o momento mais tenso do Enem. Para o estudante que disputa uma vaga no curso de ciencias da computação, o problema é que, além de ter que falar o que sabe sobre o tema, precisa se preocupar com ortografia, grámatica, como começar o texto, como conluir. Já Aline Pereira, 17 anos, que quer fazer direito, acredita que a redação pode ser interessante se o tema envolver questões de cidadadia e preconceito. O medo dela, no entanto, é que "caia política". "A verdade é que nós, jovens, não gostamos dessas coisas. É complicado, e eu preferia que caísse algo mais ameno", afirma a estudante do terceiro ano do ensino médio.

Com 32 anos, Ana Maria Carvalho também encara o desafio do Enem e entrou na prova apreensiva. "Prefiro responder questões do que fazer a redação", diz

Em compensação, as gêmeas Thaynara Vieira Calaça e Taysa Vieira Calaça, 16 anos, esperam que com a redação elas consigam elevar as notas, porque ontem encontraram muitas questões de química, biologia que não conseguiram responder. As treineiras, que ainda estão no segundo ano do ensino médio, dizem que na hora de escrever, esperam conseguir uma boa nota.

Por ter a redação, a prova de ontem é mais longa. Os alunos só podem sair da sala a partir das 16h. Para levar o caderno de questões, precisam ficar no mínimo cinco horas, até as 18h. Pelas regras impostas pela organização do exame.

Problemas de impressão preocupam

Sobre os problemas de impressão ocorridos ontem, candidatos que prestam exame na Unip Vergueiro, no bairro Liberdade, em São Paulo, reclamam da organização do exame. Aline Sorza, de 19 anos, acha que os professores que fizeram a prova tinham obrigação de conferir o gabarito e não deixar que os cabeçalhos dos nomes das áreas aparecessem invertidos no cartão de respostas. Embora os fiscais tenham orientado os alunos na sala de Aline a responder na ordem da prova e garantido que ninguém teria problema, a jovem que já é formada e está prestando o Enem pela segunda vez diz que o erro acabou sendo um estresse para os candidatos que já estavam muito ansiosos para lidar com um problema a mais.

Ana Paula Lemos, de 26 anos, não entende como o Ministério da Educação e Cultura (MEC) não tenha conferido a prova, uma vez que o exame é tão importante e já tinha ocorrido um problema no ano passado, quando as questões vazaram na véspera do exame, que teve que ser adiado. "A gráfica só imprime. A responsabilidade é de quem contrata, ou seja, do governo", diz.

Dois candidatos na mesma universidade também relataram problemas de impressão no caderno de perguntas da prova amarela. Adriana Severo Bandeira, 18 anos, aluno do terceiro ano do ensino médio diz que recebeu várias páginas com palavras bem apagadas e, em algumas delas, não entendeu o que estava escrito. "Do jeito que eu entendia a frase, eu respondia a questão. Ninguém me ofereceu outra prova. Também não pedi", conta. André Alves de Oliveira, de 18 anos, teve um problema parecido. As últimas páginas do caderno amarelo que recebeu estavam borradas, como se tivesse excesso de tinta, mas ele conseguiu ler mesmo assim.

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