O que fazer e o que evitar na última semana do Enem

Por Julia Carolina - iG São Paulo | - Atualizada às

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Especialistas afirmam que é hora de diminuir o ritmo dos estudos e tomar cuidado com a alimentação

A cinco dias do Enem, não é mesmo fácil controlar a tensão. Para especialistas ouvidos pelo iG, os estudantes precisam aproveitar essa última semana para se preparar psicologicamente para a prova. É claro que vale tirar as últimas dúvidas, mas é preciso diminuir o tempo de estudo e saber lidar com a ansiedade.

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O psiquiatra Daniel Guzinski, que trabalha com vestibulandos, diz que o aluno precisa entender que a ansiedade é uma resposta normal do indivíduo a um evento importante ou situação de estresse. “O estudante deve compreender que alguns sintomas são esperados, tais como: preocupação aumentada, medo do insucesso, sensação de que a preparação não foi a melhor ou que ele poderia ter feito mais”, afirma.

Lembra ainda dos sintomas psicossomáticos, que são aqueles que o corpo emite, como sensação de aperto no peito, taquicardia, sudorese aumentada. “Quando esses sintomas aumentam e somam-se pode estar na hora de procurar um especialista para obter ajuda. Essa não é a ansiedade esperada”, completa.

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Arnaldo William Pinto, diretor pedagógico de Educação Básica da Pearson, diz que costuma comparar a prova do Enem com uma competição de atletismo. “Os atletas aprimoram com bastante antecedência as técnicas que deverão utilizar, mas nos dias que antecedem a prova eles ficam focados para que o corpo esteja perfeito, e para isso diminuem o ritmo os treinos, dormem bem, se alimentam adequadamente, e procuram se distrair com coisas que fazem bem para sua cabeça, sem nenhum prejuízo para o corpo”, conta. “Baladas, por exemplo, costumam fazer bem para a cabeça, mas, normalmente, maltratam o corpo”, lembra aos candidatos.

A nutricionista Marisa Chiconelli Bailer, do Hospital Samaritano, diz que nesta semana o candidato deve manter uma alimentação balanceada, com frutas, verduras e legumes. “Não substituir refeições por lanches, evitar alimentos gordurosos e aumentar a ingestão de líquidos”, diz.

O chocolate, grande companheiro dos estudantes, pode ser consumido e ajuda na sensação de bem-estar. Porém, diz Marisa, com moderação. “É importante salientar que o excesso de chocolate na alimentação será prejudicial, devido a quantidade de gordura presente. O ideal são dois quadradinhos pequenos de chocolate meio amargo, para obter seus benefícios sem prejudicar à saúde”, afirma.

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Guzinski lembra ainda que o sono é de fundamental importância para o estudante que se prepara para uma grande prova como o Enem. “A insônia, a dificuldade para dormir, pode afetar funções decisivas no processo de estudar, tais como: redução nos níveis de atenção, agitação psicomotora (o estudante mexe-se excessivamente, não para quieto), entre outras. Minha dica é: tente manter a rotina de sono. Nada de estudar a noite toda, nada de dormir menos. Procure seguir a rotina do ano”, diz.

O que fazer:

- Ter pelo menos oito horas diárias de sono, mas não mudar muito a rotina;

- Começar a diminuir a intensidade nos estudos, e cuidar para que isso não provoque insegurança ao aluno;

- Exercícios físicos sempre ajudam, desde que não sejam feitos exageros;

- Usar distrações que façam bem à mente e não prejudiquem o corpo;

O que comer:

- Manter a alimentação balanceada, com frutas, verduras e legumes;

- Evitar alimentos gordurosos e não substituir refeições por lanches;

- Chocolate pode ser consumido pois ajuda no controle da ansiedade, porém não em excesso. O ideal são dois quadradinhos de chocolate meio amargo;

- Alimentos à base de carboidratos como pães, cereais e massas são responsáveis por fornecer energia ao nosso organismo;

- Nos dias mais próximos da prova (especialmente na véspera), evitar alimentos gordurosos, frituras e comer fora de casa, para não correr o risco de uma contaminação;

- Não comer em excesso devido à ansiedade, pois pode trazer disfunções gástricas e intestinais, levando a mal estar geral.

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