MEC estuda cobrar inscrição de quem não justificar falta no Enem

Por Agência Estado |

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Para amenizar custos da prova, ministério pretende dar prazo para faltosos justificarem ausência no exame

Agência Estado

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pretende cobrar a taxa de inscrição dos alunos concluintes de escola pública ou daqueles que declararem "carência socioeconômica" para conseguir gratuidade e não justificarem a ausência nos dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Custo alto: Ausências no Enem custam R$ 90,4 milhões ao governo em 2012 

Bruno Zanardo/Fotoarena
Abstenção do Enem 2012 foi de quase 30%

Para a reportagem, o ministro disse estar preocupado com os gastos da realização do exame e sinalizou que o Ministério da Educação (MEC) está "consolidando" a possibilidade de ampliar o prazo de validade da prova.

O edital do Enem 2012 previa isenção no pagamento da taxa para esse grupo de alunos. Na ocasião, o valor da taxa foi de R$ 35. A taxa de abstenção ficou próxima dos 30%, o que representou custo de pelo menos R$ 75 milhões aos cofres públicos. "Se a gente conseguir diminuir essa abstenção, eu vou reduzir o custo, reduzir a tarifa para aqueles que pagam e as despesas para o serviço público", disse Mercadante. "A ideia é sempre estimular o Enem, mas tem de ter a responsabilidade de quem se inscreve e tem o benefício de fazer uma prova gratuita."

A cobrança dos alunos de famílias de baixa renda e concluintes de escolas públicas ocorreria na inscrição seguinte, no próximo exame do Enem. Uma das ideias estudadas pelo MEC é dar um prazo para os alunos justificarem a abstenção no exame. De acordo com Mercadante, o aluno "poderia perder a gratuidade", caso não desse explicações para a ausência.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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