Uma em cada cinco redações do Enem passou por terceira correção, diz MEC

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Números foram divulgados hoje pelo Ministério da Educação. Entre 4.113.558 redações corregidas, 826 mil foram encaminhadas ao terceiro corretor após diferença nas notas

Aproximadamente uma em cada cinco redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 foi encaminhada para um terceiro corretor contratado pelo Ministério da Educação (MEC). O dado foi divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Segundo o órgão, entre 4.113.558 redações corrigidas, 826.798 (20,1%) tiveram terceira correção.

Mais: Grupo que critica correções do Enem reúne mais de 30 mil pessoas em rede social

Entenda: Notas das redações do Enem vazam e confundem estudantes

O procedimento é realizado quando a nota final dos dois primeiros corretores tem diferença de 200 pontos ou mais. Ainda de acordo com o MEC, pelo menos 1,82% das redações estavam em branco e 1,76% dos textos receberam nota zero.

Além disso, 100.087 redações foram encaminhadas para a banca de examinadores após a terceira correção. Isso ocorre caso a diferença de notas continue mesmo após três revisões.

Polêmica

O processo de correção do Enem tem sido alvo de crítica e polêmica. No último dia 27, um dia antes do previsto, as notas do exame vazaram e estudantes, que conseguiram ver suas notas, repercutiram o caso nas redes sociais. No entanto, muitos reclamaram do resultado, considerado abaixo do esperado por eles.

Correção: Entenda como os textos serão avaliados em 2012

Regras: Quanto vale sua redação do Enem

Candidatos insatisfeitos com as correções das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) criaram uma página no Facebook que já reúne mais de 30 mil membros. O grupo criou também uma petição pública online que tem o intuito de pressionar o Ministério Público a tomar medidas em relação a supostas irregularidades na correção das redações da prova, aplicada em novembro.

Ontem (2), uma estudante do Rio de Janeiro conseguiu uma ordem da Justiça Federal para ter acesso à sua prova de redação e pedir revisão, se considerar a nota injusta. Essa seria a primeira decisão judicial no País garantindo vista e revisão da prova a estudante que se submeteu ao último Enem.

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