Respeitar direitos humanos e dar solução a problema são preocupações na redação

No segundo dia do Enem, estudantes devem escrever texto, além de responder questões de Linguagens e Matemática

André Carvalho - iG São Paulo | - Atualizada às

Preocupação com a exigência de respeitar os direitos humanos, apresentar uma solução para um problema social e o receio de ter que escrever sobre um tema desconhecido são preocupações dos jovens que fazem o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) . Neste domingo, eles terão que escrever a redação, além de responder 90 questões de Linguagens e Matemática. A prova começou às 13h e vai até as 18h30.

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Para os estudantes que fazem a prova no câmpus da Uninove, na Barra Funda, em São Paulo, a redação é o principal motivo de apreensão.

Evelyn Fiuza, 17 anos, moradora do Jaraguá e estudante da rede pública de ensino, acredita que o tema da redação será "política". A candidata, das poucas a se mostrar tranquila antes da prova neste domingo, busca vaga em administração por meio do Prouni, mas também almeja vaga em alguma universidade federal. Ela se diz bem preparada para a realização da redação. “Minha professora de português ensinou direitinho a montar a redação”, afirmou.

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Já Caíque Mendes, 18 anos, não demonstrou a mesma tranquilidade. O candidato tenta uma vaga em análise de sistemas, tanto pelo Prouni com em universidades federais. Para isso, terá que superar seu maior “bicho”. “Eu estudei, mas acho que vou ter dificuldades”. Seu receio é ter que escrever sobre um tema que fuja de seu conhecimento. “Não tenho como saber o que vai cair”. Sobre a exigência de respeitar os direitos humanos, ele não se assusta. “É só ter bom senso”.

Bruno Zanardo/Fotoarena
Caíque Mendes, 18 anos, quer cursar análise de sistemas e tem receio do tema da redação ser desconhecido

A exigência pode pegar muita gente de surpresa. Para Juliana Borges, 22 anos, moradora do Imirim, “é um problema”. “Essa questão de direitos humanos e do politicamente correto dá margem para opiniões. Vai ser difícil, vou escrever o que eu acho que é certo”. Sobre o tema da redação, a candidata que quer cursar design gráfico, torce para que seja um assunto sobre o qual tem opinião formada.

Apresentar uma solução a um problema social, outra exigência do Enem, pode parecer complexo para jovens de 18 anos. No entanto, no Enem, nem todos os candidatos estão nesta faixa etária. João Francisco de Lima tem 46 anos e presta o exame pela terceira vez. Ele diz que irá apresentar a educação para o problema social. “É o encaminhamento mais adequado, a solução para os jovens”. O candidato almeja uma vaga em geografia em alguma universidade federal, “de preferência”. Leitor assíduo de autores como Machado de Assis e Castro Alves, crê que irá se sair bem na redação. “Ler bastante dá a qualificação necessária para formular um bom texto”.

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João Francisco de Lima, 46 anos, confia em suas leituras para fazer um bom texto no Enem

Se um tema da redação é um mistério, há quem chute possíveis assuntos a serem abordados no segundo dia do Enem. Hussein Yassine, 18 anos, tem uma lista de possibilidades na cabeça. “Lixo, leitura e a ascensão da nova classe média e seu poder de consumo são temas que eu acho que podem cair”, disse. O estudante busca uma vaga em universidade federal para medicina ou engenharia. O cursinho o preparou bem. “Treinei uma boa quantidade de temas”, conta. Sua crítica à redação é pontual: “Acho muito pouco tempo para o candidato fazer 90 questões e escrever uma solução complexa”.

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